O jornalista francês e critico de cinema Jean-Michel Frodon, está no Brasil, pois é um dos juris da 33a Mostra de Cinema de São Paulo. Esta semana ele deu uma entrevista a jornalismo brasileiros onde afirmou que o cinema do Brasil é feito “sem um maior brilho” e que embora possua documentários interessantes nosso cinema “não é tão bom quanto deveria ser”. Frodon possui uma visão critica do cinema onde a critíca não faz parte da divulgação e sim de uma analise da importância do cinema para produção de novas imagens, e por isso mesmo o “cinema” brasileiro faz parte em sua esmagadora maioria de uma nulidade. E nem precisava homenagearem Xuxa pelo seu trabalho cinematográfico em Gramado, independente disso o cinema nacional é limitado… de inteligência. Por isso mesmo Frodon discerniu filmes como “Ensaio sobre a cegueira” e o “Jardineiro Fiel” por exemplo como internacionais e ruins. Isto é parte de uma subjetividade dura da industria do cinema e especial do proveito tirado pela Globo, o que segundo ele prejudicou o cinema.
Fazendo um panorama com o cinema internacional, Frodon, afirmou que os bons diretores continuam principalmente na Argentina mas os movimentos como a buena onda acabou. Continuando sua critica a América Latina (principalmente o Brasil), citou o problema do cinema não como economico, mas como uma dependência a industria hollywoodiana. Ao contrário do cinema asiático de paises como Tailândia, Filipinas e Malásia que possui fortes doses de realismo e existe graças a solidariedade dos diretores. Para terminar ele fez uma análise de um cinema que não se prenda ao entretenimento de mercado, mas que esteja preocupado com o fazer de outras formas de pensar, agir e ver.
“O cinema deixou de ser dominante na construção do imaginário coletivo, mas ainda tem um grande poder. Nunca tanta gente viu tantos filmes, nunca tantos filmes foram produzidos em tantos lugares. Mas todas as pessoas querem ver os mesmos poucos filmes, ao mesmo tempo. O grande desafio, hoje, é reabrir o espaço para 95% do cinema contemporâneo, que tem mais e mais dificuldade de existir, de ser visto pelo público em geral.Há duas maneiras. Numa delas, o mercado diz o que você deve ver, por meio do marketing, e você obedece. A outra maneira é dividir opiniões e gostos com quem não tem interesses comerciais e decidir por você mesmo. Nesse sentido, a crítica é cada vez mais necessária. Ela pode funcionar como uma espécie de contrapeso às estratégias de marketing, mais e mais ferozes.”

Novembro 10, 2009 ás 1:19 pm |
[...] Alguns veem isto como um feito do Brasil. Porém Anselmo não foi o grande homem das idéias. Ele produziu e atuou em algumas produções como “O descarte”, “Um certo capitão Rodrigo”. Porém seu cinema não fez o sertão virar mar, e não teve uma grande revolução na composição perceptiva do cinema brasileiro. Anselmo, que morreu este fim de semana, foi um homem com a palma doirada, mas mesmo assim um cinema em vários momentos meio brasileiro: sem grande brilho. [...]