Na cidade de Manaus, também chamada princesinha do norte, aquela que nunca pode ser ela mesma, está realizando finalmente o sonho delirante de ser a Paris dos trópicos, já que o festival de filmes tem apoio do governo francês e engloba as atividades do ministério da França no Brasil. Porém até isto foi um tiro no pé dos franco-amazonenses. Primeiro que a criação de um festival de FILMES de AVENTURA, só pelo nome não busca de forma alguma criar espaços produtivos de cinema, onde as imagens sejam construtoras de novas percepções e entendimentos. O filme é apenas um entretenimento, um enche bucho burguês. Segundo que com raras excessões, a escolha das produções para o festival como sempre (nas outras versões) são paupérrimas de conteudo, focando-se inclusive em produções do nivel fraco com filmes curtas sem corte e sem brilho como por exemplo “MOACIRANDRADE: ARTISTA, CIDADÃO, MEMÓRIA”, “CAMP ROCK! “, e ainda o da“globo simpson Se eu fosse você 2″ .E o pior é nas oficinas ou as convivências (este nome parece que trarão alguém civilizado pra convivermos) que se terão provavelmente se trabalhará a mesma noção de filme e de uma subjetividade dura propagada pelo festival. Não há como comparar este festival com outros que rolam pelo Brasil e que focam o cinema.
A única esperança é que o cinema passe a ser visto pelo povo como uma produção necessária sendo que qualquer forma de engodo seja descartada. Somente com estes olhos livre dos “pecados filmicos “já constituidos podem buscar novas imagens e assim entrar na produção alegre do viver