Toques Musicais: Defeito de Fabricação

Em um mundo globalizado e esfacelado pelo capitalismo espera-se que a produção seriada dos objetos e do umano além de seus afetos possam se repitir em um padrão. Que tudo possa ser igual, e siga um modelo, uma forma, um objetivo.

Quando sentimos que há pessoas dispostas em quebrar as amarras de sua existência e passar a compor uma pluraridade, esta lógica de produção não tem mais tanta força, pois já estão expostas (para os que a conseguem ver) seus defeitos de fabricação, aquilo que permite uma racha nesta estrutura. Primeiramente pela racha no seu cimento existencial. Aqueles que conseguem pensar são considerados “Androides com defeito de fabricação”. Estes

Tom Zé sentido as linhas de corte contrárias a este padrão (inclusive o musical, 4X4 pop rock bop) compõe este cd… Ou melhor não compõe… Arrasta. Cria-se a estética do arrastão, onde não se é dono de uma idéia, você se emaranha nas forças de um arrastão virtual e vai compondo o que lhe mais interessa. Lembrando que arrastão que acontece nas praias do Rio de Janeiro e de Portugal (mas não aconteceu ¿¿) onde multidões de ladrões se junta para sairem em um bando roubando os banhistas…Afinal as contradições do sistema (defeito de fabricação) são demonstradas pela proprio falha… Como o Zézinho pode ser autor?


Neste arrastão de idéias Tom expõe quais são os defeitos: O gene, burrice, politicar, dançar, Cedotardar, Tangolomango, etc…

O disco pode ser conferido via torrent (abraços ao amigos do som barato) ou via download

Abaixo um dos defeitos o cedotardar, onde com o movimento deviriano do ser é degenerado e na modernidade não se sabe quando é cedo ou tarde e tudo quer se fazer eterno. Assim ou se vive ou fica-se contando o tempo (cronos)

10. Defeito10: CEDOTARDAR
(Moacir Albuquerque /Tom Zé)

Tenho no peito tanto medo,
é cedo
Minha mocidade arde,
é tarde
Se tens bom-senso ou juízo,
eu piso
Se a sensatez você prefere,
me fere
Vem aplacar esta loucura,
ou cura
Faz deste momento terno,
eterno
Quando o destino for tristonho,
um sonho
Quando a sorte for madrasta,
afasta

Não, não é isto que eu sinto,
eu minto
Acende essa loucura
sem cura
Me arrebata com um gesto
do resto
Não fale, amor, não argumente
mente

Seja do peito que me dói,
herói
Se o
me cega
Deixa que eu aja como louco,
que é pouco
No mais horroroso castigo,
te sigo

Arrastão dos trovadores provençais e de seus ecos

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