VIVA O VINIL!

Tubarões 01 por você.

Hoje, o passeio esquizo do Vinil é com o compositor brasileiro que alterou, juntamente com Itamar Assumpção, as formas de ouvir músicas anestesiadas/anestesiantes e texto imóveis/ressonantes, Arrigo Barnabé.

Arrigo Barnabé faz o desvio, ou a dobra, que escapa do patético/meloso que predominou e predomina no dito cancioneiro brasileiro, sentido de Vicente Celestino passando por Waldik Soriano, Caetano Veloso, Roberto Carlos e até Chico Buarque.

O passeio esquizo com Arrigo Barnabé nos conduz pelos movimentos dodecafônicos de Debussy, Bartók, Stravinsky, sonoridades dissonantes contra as estruturas bem urdidas da consonância da música de consumo encontrada em todos os palcos da indústria de entretenimento capitalista.

O petroleosomusical de Barnabé é o Vinil “Tubarões Voadores”, de 1984, data orwelliana, gravado no Estúdio Transamérica, em São Paulo, distribuído pelo selo Barclay, com um encarte cacetoso em quadrinhos da aventura dos “Tubarões Voadores”.

Em cima do prato, debaixo da agulha, o bolachoso expele as seguintes mordidas:
LADO – A

– Tubarões Voadores (Luiz Ge e Arrigo Barnabé).
– Crotalus Terríficus (Paulinho da Viola e Arrigo Barnabé)
– Mística (Roberto Riberti e Arrigo Barnabé)
– Neide Manicure Pedicure (Paulo Barnabé, Arrigo Barnabé e Bozo Barretti)
– Canção do Astronauta Perdido (Arrigo Barnabé)

LADO – B

– Kid Supérfluo, Consumidor Implacável (Ricardo Porto/Arrigo Barnabé)
– Papai não gostou (Arrigo Barnabé/Bozo Barretti)
– Lenda (Roberto Riberti/Arrigo Barnabé, Eduardo Gundin/Hermelino Neder)
– A Europa Curvou-se Ante o Brasil (Carlos Rennó/Arrigo Barnabé/Bozó Barretti)
– Mirante (Carlos Rennó/Arrigo Barnabé)

Participações especialíssimas: Passoca, Vânia Bastos, Itamar Assumpção, Duda Neves, Lúcia Turnbull, Gigante, Elza Maria, Eliete Negreiros, entre outros.

Música Incidental: Moonlight Serenade (Glen Miller e Michel Parich)
Direção Musical: Arrigo Barnabé
Direção Artística: Mazola
Direção de Produção: Robinson Borba
Capa e Encarte: Luiz Ge
Coordenação Gráfica: J.C. Mello

À Memória de Rubens B. Brando.

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