Tragos, Amor

para Noelson e Heréndira

É uma picada de aranha
Então me arranha, faz favor!

Se deitar com um tigre
Que não conhece domador

Uma ferrada de abelha
A quem quer lamber seu mel

Na veia um sangue negro
Veneno da cascavel

Levando teu olho esquerdo
Uma águia voa no céu

Uma nevasca no Alasca
Tanto raio, tanto trovão

O ardor que destroi o ser
É a larva do vulcão

Uma palhinha de arroz
No olho do furacão

Ser tragado pelo chão
Tremor de terra, terramoto

Viver assim até o último naufrágio
Na crista do maremoto…

Belém! Belém! Belém! Belém!
Não tô de bem! Não tô de bem! Não tô.
Belém! Belém! Belém! Belém!
Não tô de mal! Não tô de mal! Não tô, viu?

Juraildes da Cruz e Esquizo Poietai

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