Juninartes: Luiz Gonzaga- Quadrilhas e Marchinhas Juninas

“O Luiz Gonzaga foi que começou tudo, foi quem inseriu e fez com que o zabumba e o triangulo fosse tocado pela primeira vez em uma estação de rádio no Sul. Luiz Gonzaga foi quem levou com dignidade o ritmo nordestino sem esta coisa de música de ponta de rua, que hoje aliás é chique se chamar o forro de pé de serra, mas naquele tempo era altamente pejorativo e o Gonzagão pegou o nosso gênero musical do nordeste e levou pro Sul onde os veículos de comunicação divulgavam a cultura, que naquele tempo até o Nordeste vivia do que se tocava em São Paulo e Rio e o Gonzaga fez a operação inversa, levou a música nordestina pro Sul e conseguiu fazer um sucesso fora de sério e acho que pouca gente igualou o sucesso de Gonzagão com a música nordestina. (SIVUCA)”

Luiz Gonzaga pernanbucano nordestino rei do baião. Pai de Luiz Gonzaga Jr. (o Gonzaguinha) e filho de Januário. Sanfoneiro e criador do terno Sanfona-Zabumba-Triangulo. Viveu uma infância sofrida em Exu no mar sertão, decidiu mudar a vida pegou sua sanfona e colocou no matulão. Viajou então para o Rio, tocou na zona do mangue, moro em vários muquifos, conquistou todo o mundo e juntou os rico e os pobre. Sabido como só ele, propagou sua criação, para que a alegre cultura nordestina hoje fizesse presença, e o forró rasgou o chão. Quando teve que partir, Gonzagão deixou o seu legado, virou tema de cordel, e até hoje trás  a alegria, ao nosso povo sofrido para que nunca se sinta humilhado.

“Toda historia do baião do grande sucesso começou no Rio de Janeiro, o Luiz Gonzaga tinha chegado no início da década de 40, tinha se erradicado aqui no Rio, tinha feito seu circulo, tocava no mangue, tocava na noite, estabeleceu o contato com os músicos cariocas que vieram a criar a sonoridade com ele, os irmãos Marinho, Dino, o pessoal do regional carioca, o cavaquinho, violão de 7 cordas, junto com o triangulo e a sanfona, aquilo tudo criou o som que ele gravou em 56, “O baião”, e aí foi uma série de músicas culminando já no inicio da década de 50 com a música que ele fez sobre o Rio. (Gilberto Gil)”


Quadrilhas e Marchinhas Juninas

No nordeste com o encontro cultural das culturas mouras/arabes, holandesas, francesas, a cultura nordestina se diversificou em diversas festas e tradições. As quadrilhas tem vem de uma tradição dos camponeses franceses e o forró da influência árabe.

As festas juninas são uma celebração tradicional dos povos nordestinos em uma rica diversidade de costumes. A música envolve o tradicional forró com outros ritmos como a polka, o bumba-meu-boi, o baião, xote, entre outros. Gonzagão, sanfoneiro de mão cheia, toca e canta neste disco que embala tranquilo qualquer festa junina. Com algumas músicas instrumentais este e outras cantadas este é um dos LPs mais porretas para animar uma festa com músicas populares como Pagode Russo, Olha pro Céu, São João na Roça, Piriri, Fim de festa e outras.

“A quadrilha é um exemplo de dinâmica da cultura e sobretudo da dinâmica da cultura popular, eras foram danças camponesas na Europa que depois foram incorporadas as cortes, especialmente a corte francesa. E com a vinda da Princesa Leopoldina para o Brasil, a primeira imperatriz, esposa de Dom Pedro I, ela trouxe um grupo de cortesãos de Viena com oficiais, soldados e damas da corte e este pessoal introduziu nos palácios do Rio de Janeiro esta dança. Mas é a rapaziada também introduziu nos cabarés e tavernas, e então a quadrilha acabou caindo no gosto popular e se incorporou as tradições brasileiras.(Roberto Benjamin)


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