Archive for Junho, 2010

Africanós: Wakafrica

Junho 20, 2010

CLIQUE NA IMAGEM PARA AFRICAR-SE

Manu Dibango é um músico africano, saxofonista e tocador de vibrafone camaronense, um Yabassi em vibrajazz de eticidade recebida dos pais como qualquer camaronense. Bolsista em uma escola tradicional para brancos foi forçado a aprender o francês. Membro do grupo seminal do Congo Africa Jazz, transou com músicos como Fela Kuti, o buenavistasocialclube de Eliades Uchoa, Don Cherry, Ladysmith Black Mambazo.

Em Wakafrika produzido em 1994, ele embala o sopro vital de Soul Makossa ou dança da alma, o canto alegre de Ami Oh! entre outras faixas. No álbum há encontros alegres entre Manu e uma galera africana de músicos como o guitarrista juju nigeriano King Sunny Ade, o compositor de Benin Wally Badarou, o inglês Peter Gabriel,o egípcio kirikouante Youssou N’dour, Salif Keita, a freira da pesada Sinead O’Connor, a fabulosa cantora de Benin Angelique Kidjo (em Ami Oh!), Ladysmith Black Mambazo (“Wimboweh”), Ray Lema, Toure Kunda, Papa Wemba, e Geoffrey Oryema.Então wakafrica vive em vozes, sopros, cores, danças, vidas. Africanós musika.

 

Uma pontuação no constante seguir em José Saramago

Junho 19, 2010

          

José Saramago está além das palavras. Ele é mais do que uma vida. José Saramago é um corte nas formas constituidas de traçar o viver. Saramago é a ponte ao ao novo que nunca se finda e que sempre alimenta as pobres pessoas de ricos toques.Caim não é o fim, pois não há o fim. Continuamos caminhando trazendo em nós Saramagos.

“Diz-se que só odeia o outro quem a si mesmo se odiar, mas o pior de todos os ódios deve ser aquele que leva a não suportar a igualdade do outro”. (O Homem Duplicado)

“Aqui o que se ouve é o silêncio, ninguém deveria morrer antes de  conhecê-lo, o silêncio, ouviste-o, podes ir, já sabes como é.” (A Jangada de Pedra)

“ninguém se salva, ninguém se perde, É pecado pensar assim, O pecado não existe, só há morte e vida, A vida está antes da morte, enganas-te Baltazar, a morte vem antes da vida, morreu quem fomos, nasce quem somos, por isso é que não morremos de vez” (Memorial do Convento)

“Que se regresse à filosofia. Eu não sou filósofo, mas eles existiram sempre e estão aí e estudam e trabalham. A filosofia pode ajudar a abrir o espírito para não se encarrilar numa direcção única que deixa sempre gente e ideias de fora. Julgo ser uma via a seguir até à extinção da espécie humana.”(Entrevista ao Diário de Notícias, 18/11/2000)

«Um dos grandes dramas da humanidade é que todos somos educados para a guerra logo na escola.” (Saramago em entrevista)

Africanós: Cinegal esquizo “O Carroçeiro”

Junho 16, 2010

Quando pensamos em cultura em geral somos levados pelo discurso antropologizador de que aquela produção daquele povo é uma maneira deste se organizar e que deve ser aceita em sua singularidade. Porém quase sempre deixa-se de perceber a avassaladora e tácita influência de formas de relações que criam uma exclusão dentro do próprio povo. O capitalismo é a forma mais segregadora das pessoas em grupos sociais, separando e valorando as vidas de diferentes formas.

O Carroçeiro

O carroceiro sai todo dia de sua casa atrás de serviço. Ao passar pelas ruas do seu bairro ele apanha alguns conhecidos até o mercado. Porém o carroçeiro sabe que estes passam pelas mesmas dificuldades e que não podem o pagar e por isso tem que seguir em frente com eles. Somos transportados pelas ruas barrentas, vielas, praças, avenidas onde os carros e prédios fazem um afronte ao simples charreteiro.

Diretor: Ousmame Sembene

Título Original: Borom Saret

Ano: 1966

País: Senegal

Duração: 18 minutos

Em suas andanças pela cidade encontra mendigos, lideres religiosos, alguns poucos clientes, além de transitar com seu cavalo por diversos espaços. No meio de uma viagem ele percebe um problema na roda da carroça, porém sua condição paupérrima não lhe permite resolver aquele problema. Porém surge uma proposta tentadora: levar um suposto homem de negócios rico para a área nobre da cidade, uma área segregada onde é proibido a entrada de carroceiros. O nosso bom homem entra em um dilema de enfrentar toda estas formas constituidas de organização ou desistir desta oportunidade.

 

UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

Junho 15, 2010

Nuenen, Setembro de 1884

A Barricada ou A liberdade guiando o povo , DELACROIX

 

 

A Barricada ou A liberdade guiando o povo , Musée du Louvre
Clique aqui para versão ampliada

“Não pude dar outra forma à minha última carta. Mas saiba que me parece tratar-se de uma desavença inevitável entre você e eu, mais que qualquer outra coisa cuja culpa fosse exclusivamente nossa.
Você me conta que logo haverá uma exposição de Delacroix. Bom. Você certamente verá lá um quadro: A barricada, que conheço apenas por biografias de Delacroix. Foi pintado, acho em 1848.”

Eugène Delacroix foi um dos grandes expoentes do Romantismo na pintura francesa. Ele foi treinado pelo neoclassicista Pierre Guérin, entre 1816 e 1823. Este pintor também foi professor de Géricault.

Nascido em Charenton-Sant-Maurice (Val-de-Marne) em 26 de abril de 1798, filo de Charles Delacroix, um ministro das relações estrangeiras e de Victoire Oeben (filha do marcineiro de Louis XV), Delacroix e sua família se mudaram para Marseille e posteriormente para Bordeaux onde seu pai é eleito prefeito morrendo alguns anos depois. Em 1805, a família volta a Paris e Delacroix frequenta o salão imperial. A mãe de Delacroix morre em 1814 deixando o filho e os filhos em condições precárias, fazendo Delacroix trabalhar como pintor com Pierre Guérin. Em 1816 ele estudou na Escola de Belas Artes de Paris.

Ele exibiu pela primeira vez no Salão de 1822.Em seu trabalho é presente a influência de pintores com quem ele estudou, notaveis como Rubens. Ele era admirador da pintura inglesa, e visitou a Inglaterra em 1825. Em 1832 viajou para Espanha, Marrocos e Algéria a partir de missões diplomáricas francesas. Depois da Revolução de 1830 ele foi favorecido por Louis-Philippe, e posteriormente por Napoleão III, com uma longa série de comissões oficiais, começando em 1833 com uma série de decorações do Palácio Bourbon. Em 1843  o artista trabalha com litografias direcionadas para obras literárias, primeiro com o tema de Hamlet de Shakespeare e posteriormente com Goetz von Berlichingen de GoetheDelacroix exibiu no salão pela última vez em 1859, mostrando “Ovid entre os Scythians’.

De acordo com os historiadores da arte, Delacroix se destacou como o mais importante pintor neobarroco, na qual procurava priorizar em suas “a verdade poética” do que o fato real si. Este artista dá a sua pintura toda sua autenticidade passional que mais pra frente será envolta nos ares apotéoticos da Revolição Francesa e das epópeias de Napoleão. Com graves problemas de saúde, Delacroix se isola em seu ateliê a partir de 1862 e no ano seguinte é enterrado no cemitério Père-Lachaise.

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Às sextas e terças, esta coluna traz obras digitalizadas de outros pintores que influenciaram o pintor monoauricular Van Gogh e obras suas, mas tão somente as que forem citadas nas Cartas a Théo, acompanhadas da data da carta que cita a obra, bem como as citações sobre ela e uma pequena biografia de seu autor. Para outros olhares neste curso, clique aqui.

Cri-ações: Andy Warhol

Junho 14, 2010

Não é preciso ser preciso

Pois é na imprecisão que se acha

O que realmente é preciso

para impressionar com a precisão

a cisão de que precisa a vaca

Notas futebóticas

Junho 13, 2010

  • O destemido Rei das Selvas mais conhecido como Tarzan foi criado pelo escritor Edgar Rice Burroughs e teve várias adaptações para o cinema, televisão, rádio e até quadrinhos. Eis que as clássicas histórias do homem da selva produzidas nos anos 70 em quadrinhos agora vão ser relançadas. Trata-se de “Tarzan: A Origem do Homem-Macaco e Outras Histórias” de  Joe Kubert. Então Chita Angawa.

 

  • O rap foi um estilo de música criado nos becos jamaico-americanos e que retratavam em suas letras as mazelas que o povo sofria e a certeza da liberdade. Sendo um dos elementos do Hip-Hop, o rap é a quebra na linearidade do som e de uma vida constituída de desigualdade. Porém quando o que era rap deixa de ser uma manifestação coletiva e passa somente ao âmbito individual, só há o vazio. Portanto o rap gospel feito por  Pregador Luo para o meio-campista Kaká não tem nada a ver com rap. Primeiro pois trata-se de uma igreja que aprisiona os fieis na resignação e ainda induzem a doar o dinheiro a igreja que gasta indevidamente (como foi o caso da Renascer do contribuinte Kaká). Segundo que Kaká não representa como atleta uma liberdade, pois não sabe interagir futebolisticamente na seleção além de não ter importância social nenhuma na construção de uma vida menos resignada. Então daremos um break, mano!

 

  • O espetáculo baseado nas historinhas de Eva Furnari, “A Bruxinha Atrapalhada”, dirigido por Márcia Abujamra, volta a ser exibido no Sesc Santana, em São Paulo. A trilha sonora, de André Abujamra, também dá um sabor ao caldeirão. Tanto o espetáculo quanto o livro são bons trabalhos para crianças, sendo que este espetáculo premiado ficará em cartaz até o dia 20 deste mês.

  • A cantora Amy Winehouse estava dando uns roles por Londres e encontrou em um deles o músico brasileiro Rodrigo Lampreia que convidou Amy a subir no palco e cantar Garota de Ipanema. Com um jeito não muito usual, Amy mostrou que sua ginga gringa vale pra alguma coisa. Imagine se Ipanema tive mais mulheres com Amy… Ia ser uma beleza.

 

  • Uma das grandes bailarinas do Ballet russo Bolshoi, Marina Semenova, morreu em aos 102 anos nesta semana. Conhecida pelas apresentações deslumbrantes, Marina recebeu o título de Artista Popular da União Soviética. E 1 e 2.

  • A atriz Jodie Foster foi há algum tempo abordada por um jovem quando levava seus filhos ao cinema. Segundo a atriz o jovem começou a segui-la e ficou fazendo várias fotos delas e de seus filhos e não atendeu aos pedidos da atriz para não fotografá-los. Segundo o jovem, a atriz o agrediu e o empurrou. Nesta confusão cogitou-se que o jovem seria um paparazzi em trabalho para uma revista. Depois de vários cliques estas brigas físico-imagética será levada a justiça.

 

  •  O profeta fonográfico Thom Yorke disse que a indústria fonográfica está mal das pernas e que está morrendo, porém isto não é grande coisa. Ainda aconselhou os novos músicos a procurar a independência das gravadoras assim como o Radiohead, Calypso, Ralf, entre outros.

  

  • O guitarrista da banda Carpenters e produtor música, Tony Peluso, partiu pro lado de lá tocando “Only Yesterday”. Apesar do sucesso de seu dueto com sua irmã Karen, seus pricipais trabalhos foram com a gravadora de música negra Motown. Como produtor trabalhou com The Temptations, The Four Tops , Smokey Robinson, Michael Jackson, e colaborou com Gustavo Santaolalla.
  • Neste fim de semana um dos pintores pioneiros na produção da pop art, o alemão Sigmar Polke, picou a mula após ter vivido com um câncer por algum tempo. O alemão tem importantes trabalhos na arte conceitual e instalações, sendo um dos fundadores do movimento “Kapitalistischen Realismus” (realismo capitalista), que tinha outros artistas alemães como Gerhard Richter e Konrad Lueg.

 

  • O brincante e músico Antonio Nóbrega está com a nova “aula-espetáculo Naturalmente” que faz uma reflexão sobre a dança. No palco com oitos músicos e duas dançarinas, entre elas sua filha Maria Eugênia.  O espetáculo fica em cartaz sextas, sábados e domingos no Teatro Paulo Autran do SESC Pinheiros até dia 20/06.

 

A ESTRANHA (E EFICIENTE) LINGUAGEM DOS NAMORADOS

Junho 12, 2010

– Oi, meu berilo!

– Oi, meu anjo barroco!

– Que bom você me chamar assim, meu pessegueiro-da-flórida!

– Você gosta, minha calhandra?

– Adoro, meu teleférico iluminado!

– Eu também gosto muito de ser tudo isso que você me chama!

– De verdade, meu jaguaterê de paina?

– Juro, meu cavalinho de asas!

– Então diz mais, diz mais!

– Meu oitavo, décimo, décimo quinto pecado capital, minha janela sobre a Acrópole, meu verso de Rilke, minha malvassiara, meu minueto de Versailles…

– Mais, agapanto meu, tempestade minha!

– Minha follia con variazoni, de Corelli, meu isto-e-aquilo enguirlandado, meu eu anterior a mim, meus diálogos com Platão e Plotino ao entardecer, minha úlcera maravilhosa!

– Ai que lindo, liiiiindo, meu colar de cavalheiro inglês num retrato de Ticiano! Meu fundo-do-mar, você me põe louca, louca de amar as pedras, de patinar nas nuvens!

– E eu, então, minha górgone, minha gárgula de Notre-Dame, e eu, minha sintaxe de Deus?

– Você fala como falam os balões de junho de Portinari, as jóias da coroa do reino de Samarcanda, você, meu imperativo categórico, você, minha espada maçônica, você me mata!

– E você também me trucida, me degola, me devolve ao estado de música, meu tambor de mina!

– Todos os incentivos oficiais reunidos e multiplicados não valem a tua alquimia, meu ministro do fogo!

– Tuas paisagens, teu subsolo infernal, teus labirintos são superiores em felicidade a qualquer declaração dos direitos do homem!

– A primeira vez que vi você naquele bar do crepúsculo eu senti que as pirâmides e as cataratas não valiam a tua unha do dedo mindinho!

– Porque você é o Banco das Estrelas, e pode comprar todas as coisas do mundo, inclusive as águas e os animais, para restituí-los à vida em liberdade!

– Como posso ouvir outras palavras senão as tuas, meu almanaque do céu? Minha ciência do insabível? Meu terremoto, meu objeto voador identificado?

– Não nascemos um para o outro, nascemos um no outro, e estamos nessa desde antes do começo dos séculos, meu nenúfar!

– E estaremos mesmo depois que os séculos se evaporarem, ó meu desenho rupestre, meu formigão atômico!

– Mandala, raio laser, sextina! Tudo meu, é claro.

– Pomba-gira!

– Clepsidra!

– Sequóia minha, minha, minha!

Diálogo aparentemente louco, mas que dois namorados de imaginação mantêm todos os dias, com estas ou outras palavras igualmente mágicas. Não inventei nada. Apenas colecionei expansões ouvidas aqui e ali, e que me pareceram espontâneas, isto é, ninguém deve ter preparado antes o que iria dizer, de tal modo que as palavras saíam entrecortadas de risos, interrompidas por afagos, brotando da situação. O amor é inventivo e anula os postulados da lógica. Ele tem sua lógica própria, tão válida quanto a outra. E os amantes se entendem sob o signo do absurdo – não tão absurdo assim, como parece aos não-amorosos. Já ouvi no interior de Minas alguém chamar seu amor de “meu bicho-do-pé” e receber em troca o mais cálido beijo de agradecimento.

Essa coletânea de frases de amor está aqui como introdução ao projeto não-comercial de comemorações do Dia dos Namorados. Não para que elas sejam repetidas mecanicamente. Todo namorado que se preze deve inventar as besteiras líricas e deliciosas que a gente não diz para qualquer pessoa, só para uma e só em momentos de pura delícia. Funcionam? E como!

Carlos Drummond de Andrade

 

 

A comunicação afetiva não necessita da linguagem

 

Você é…

Junho 12, 2010

VOCÊ É O MEL (Cole Porter )

Versão: Augusto de Campos

Cantoria: Tom Zé em Imprensa Cantada

Meu dom poético é tão patético,
Que eu não sei mais falar
E já prefiro até me calar
Para não me abalar.
Não acho bom
Mostrar o meu som,
Vou ficar só no ABC.
Mas se a cantiga
É um pouco antiga,
Talvez lhe diga Como é você.

Você é
O Museu do Prado,
Você é
Meu supermercado;
É a melodia de uma sinfonia de Strauss,
É Copacabana,
Ode shakespeariana,
É Mickey Mouse;
Paraíso
Ou Torre de Pisa,
O sorriso Da Mona Lisa;
Sou um boy de banco, um cheque em branco, um réu,
Mas, meu bem, se eu sou o fel,
Você é o mel.

Você é
Men Mahatma Gandhi,
Você é
Um Napoleon Brandy;
Luz do sol que vai quando a noite cai na Espanha,
É uma boa ducha,

O cachê da Xuxa,

O melhor champanha;
É. um toque De Botticelli,
Hitchcock
Com Grace Kelly;
Sou só um galão do multifilão da Shell,
Mas, meu bem, se eu sou o fel,
Você é o mel.

Você é
O dry do Martini,
Você é Filme de Fellini;
É o novo som que nasceu de Tom jobim,
Gal, Caetano e Gil,
Oswald, “Pau Brasil”,
É “Serafim”;
Maradona
Driblando a zaga,
A sanfona
Do Luiz Gonzaga;
Sou só um Romeu que esqueceu o seu papel,
Mas, meu bem, se eu sou o fel,
Você é o mel.

Você é Minha Mata Hari,
Você é
LIFE de Pignatari;
É Noel que bisa em Vila Isabel,
E uma obra-prima,
É “Macunaíma”,
É “Demoiselle”;
Ezra Pound,
Gamelão de Bali,
É um round
Do Mohammed Ali;
Sou só uma bagana do havana do Fidel,
Mas, meu bem, se eu sou o fel,
Você é o mel.

O amor est uma locora amigustos

Junho 12, 2010

João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. João foi para o Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.

Quadrilha- Carlos Drummond de Andrade

Cinesquizo namorarte: Im July

Junho 12, 2010

É impossível viver sozinho. Nosso corpo sempre necessita tecer encontros com outros corpos. A partir de nossas necessidades primárias (abrigo, temperatura, sexo, alimento, etc)  tecemos encontros com outros corpos. No caso das relações entre seres humanos, espinozianamente estes encontros podem tanto aumentar ou diminuir nossa potência de agir. Temos que buscar os bons encontros. Os encontros acontecem nos acasos dos percursos e não sabemos o que vai resultar. Um relacionamento amoroso ocorre no encontro de pessoas que por certas afinidades decidiram existêncialmente viver intimidades de uma relação. As relações ocorrem mas não tem um objetivo deve seguir a estrada das incertezas com o talento e disposição ao novo.

In Juli- O outro lado das férias

O amor sempre está se transformando, se desenrolando em uma longa estrada sem fim cheia de falhas. Cabe aos que fazem este caminho decidirem se param ou continuam o percurso, sempre buscando a perceverança da alegria. Não uma alegria psicologizante do mundo das aparências, dos shoppings, festas, glamour, grana, mas uma alegria criadora e mantenedora da vida em sua produção social.


Titulo Original: Im Juli

Diretor: Fatih Akin

País: Alemanha

Ano: 2000

Duração: 100 min

Este cinema alemão conta a história Daniel, um rapaz que está estudando para ser professor de física e que tenta acabar seu tedioso último dia de aula. Mesmo saindo de férias Daniel pretende passar o tempo em casa tendo o descanso merecido e pacato. Porém no caminho de casa é aborado por Juli , uma vendedora de artesanato, que lhe oferece um anel de sol dizendo que neste anel está a chama de um novo amor e que ele poderá encontra-lo em uma festa que ocorrerá naquela noite. Daniel decide ir e no meio da festa conhece  Melek, uma bela jovem turca que vai viajar para Istambul pois tem um encontro em baixo de uma ponte da cidade. Daniel se apaixona por ela e decide viajar de carro para Turquia. 

Porém Juli cruza o seu caminho e eles sofrerão várias desventuras tentando chegar a Turquia. Após vários dias de viagem os Juli e Daniel são separados e terão que seguir sua viagem rumo ao incerto sozinhos. Será que Daniel vai conseguir encontrar o amor turco? E Juli vai conquistar um novo amor sem a presença de Daniel? Mas a certeza de que o amor cruzouseus caminhos os levará até o fim da viagem, até a bela cidade que corta dois continentes: Istambul.
Nesta leve loucura que é o amor, as pessoas se submetem muitas vezes sem saber o por que. Um dia se descobre…