Archive for Novembro, 2011

Tréplicas, réplicas

Novembro 30, 2011

“Deixe esse medo de criança que existe entre nós,

amar é como uma dança, é como soltar a voz.”

Réplica: Sebastião Braga- Loucuras de Amor (1983)

 

“Abro a camisa e encaro esse mundo de frente

Olho p’ra vida sem medo sabendo onde vou…”

Tréplica: O Careta (1987)- do Rei da tristeza global e do plágio Roberto Carlos que tem muitos outros envolvendo plágios. Isto para não dizer que só ele é culpado pela tristeza. Confira a métrica e as versões

 

O cinema esquizomovente-afetivo do inglês Ken Russell

Novembro 29, 2011

Depois da explosão do cinema de Alfred Hitchcock, o cinema inglês não era engendrado como uma produção artística que trouxesse novas imagens. Porém a partir de 1960 uma série de jovens realizadores novos começaram a produzir um cinema movente, engajado e provocante. Dentre os jovens cineastas estavam Karel Reisz, Tony Richardson, Ken Loach, Desmond Davis e Ken Russell. Grande parte deles vinham de trabalhos na televisão onde conseguiram modificar o tipo de programação e preparar o público para um novo cinema que logo criando um novo cinema inglês.

KEN RUSSELL E O CINEMA CORTANTE

Ken Russell, que no dia de ontem encerrou seus trabalhos de sua existência, foi um diretor inglês cujo os cinemas são profundos cortes nas imagens já constituidas, e por isso seu trabalho foi adjetivado de polêmico,  controverso, impactante. Porém o cinema de Russell abre a objetiva para que a vida passe como novas imagens.  Seus cinemas cria um espaço de discussão de temas  como a produção da loucura, a repressão sexual,  o moralismo,   que a própria sociedade  re-produz, mas não discute e nem assume sua responsabilidade na manutenção destes.

Antes de trabalhar com cinema, Ken Russell foi dançarino, fotografo e até soldado, porém sua vontade de criar imagens novas e singulares foi maior. Ele começou sua carreira com curtas, mas durante dez anos trabalhou para a televisão produzindo e dirigindo documentários, cinemas e séries. Destas experiências entre 1956 e 1966 surgiram documentários como “O poeta de Londres” (1959) sobre John Betjeman; um sobre o mestre da arquitetura “Antonio Gaudi” (1961); um documentário sobre a fantastica dançarina “Isadora Duncan, a maior dançarina do mundo”(1966) e ainda diversos filmes para a série de TV Monitor onde produziu “The Debussy Film” sobre o compositor Claude Debussy, “Bartok” sobre o músico hungaro Bela Bartok, “Elgar” sobre o compositor clássico Edward Elgar, “The Scottish Painters” sobre a pintura escocesa de Robert MacBryde e Robert Colquhoun.

Seu primeiro sucesso veio com Mulheres Apaixonadas/Women in love (1969) um drama premiado que conta a história de dois amigos que se apaixonam por duas irmãs, e trabalha nas concepções sexuais e formas de relacionamentos deles. O sucesso deste cinema foi seguido de documentários de televisão da série de TV Omnibus como “A canção de Frederick Delius” sobre o compositor inglês. Logo vem novos sucessos como “Delírios de amor” (1970) que trata sobre o homosexualismo do pianista Tchaikovsky e uma de suas obras primas “The Devils” (1971) que causou um furor dos conservadores por tratar da repressão sexual feita pela igreja e dentro da igreja. Tamanha foi a polêmica que ele teve que passar um tempo sem dirigir seus projetos e voltar a filmes menos experimentais e a trabalhos com ópera.

Porém a explosão artística estava de volta em 1972 com a direção de “Messias Selvagem” sobre a vida tumultuada do escultor Henri Gaudier-Brzeska e seguiu com “Mahler” e “Liztmania” ambos com um enredo nada linear da vidas dos compositores Gustav Mahler e Franz Lizt. Sua experimentação segue na opera-rock “Tommy” (1975), mas ganha força total com “Viagens Alucinantes” (1980) que trabalha a questão dos estados alterados da consciência através de alucinógenos desenvolvidos pela ciência, e que acaba desrealizando o mundo já constituido pela moral religiosa, e o modelo de estado.

Com a repercussão de Viagens Alucinantes, Russell continuou seu itinerario criativo com o documentário The Planets (1983) sobre o compositor Gustav Holst, o suspense ” Crimes da Paixão” (1984)  e a terrorificante história do terror em “Gothic” (1986). Em 1987 participa do cinema coletivo com histórias orquestradas “Aria” que contou também com participação de Robert Altman, Derek Jarman, Jean-Luc Godard, Nicolas Roeg e e outros.

Sua última obra-prima é “The Rainbow- O Despertar de Uma Mulher Apaixonada” (1989) que mostra uma jovem na puberdade que está se tornando adulta e tem de lidar com sua sexualidade e paixão. Na década de 1990 e 2000 ele ainda dirigiu poucos cinemas como ” A prostituta”, “Dog Boys” e “The Fall of the Louse of Usher: A Gothic Tale for the 21st Century” se focando mais em séries e videos para a tv. Seu último trabalho é a participação do coletivo “Armadilha do Terror” (2006) que não teve grande repercussão.

Sua vida é bastante misturada com seu cinema. Ele se casou com Shirley Russell, uma designer de roupas para cinema (que trabalhou em vários de seus filmes),  no início de sua carreira e com ela teve seus únicos cinco filhos. Depois se divorciou em 1978 e casou mais três vezes. Agora, longe de sua existência mundana, ele deve estar envolvido em alguma experimentação côsmica.

UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

Novembro 29, 2011
Londres , começo de janeiro de 1874

Paisagem em Écouen, próximo a Paris (1858) , LAMBINET

Landscape at Écouen, near Paris, Londres, Victoria and Albert Museum

Van Gogh que está em Londres e respira arte e escreve para o irmão suas percepções e desejos:
“Estou vendo que você se interessa pela arte e isto é uma boa coisa. Fico contente que você goste de Millet, Jacque, Schreyer, Lambinet, Franz Hals, etc., pois como diz Mauve  “é alguma coisa“.

Emile-Charles Lambinet foi um pintor de paisagem francês que sofreu influência da tão conhecida escola  de Barbizon devido ao seu contato com alguns membros, porém nunca foi considerado integralmente unido a eles. Mesmo assim ele é considerado um pintor bem sucedido e apreciado do séc. XIX  principalmente por sua luminosidade e pinceladas áreas que mostra uma facilidade a retratar a natureza.

Nascido em 1815 em Versailles, Lambinet iniciou seus estudos com Michel-Martin Drolling. Posteriormente veio a estudar com Antoine-Felix Boisselier e com Horace Vernet,um pintor histórico que pintou famosos temas militares franceses. Porém sua formação artística como pintor de paisagens se deu quando ele estudou com Camille Corot e Charles-François Daubigny.

Durante a maior parte de sua vida ele morou en Yvelines,próximo de Versailles, tendo feito diversas viagens à Ecouen, cidade que se tornou uma

Sua primeira exibição no Salão de Pintura de Paris foi em 1833, tendo ele exibido regularmente as paisagens naturais dos arredores Paris até 1876, ganhando medalhas nos anos de 1843, 1853 e 1857.

Além de ter recebido o reconhecimento na França com o título de Cavaleiro da Legião de Honra, Lambinet também fazia bastante sucesso nos Estados Unidos e Inglaterra. Lambinet foi professor de
Paul Le Conte e do pintor americano Joseph Foxcroft Cole.

Ele morreu em 1877 em Bougival. Atualmente parte de sua obra encontra-se no Museu Lambinet, um museu municipal em Versailles construido sobre o hotel de seu primo Victor Lambinet, que é o anfitrião do museu.

SOBRE A OBRA

Esta pintura é um bom exemplo das pinturas de paisagens de Lambinet. Ela mostra uma casa de campo na beira do rio na região de Écouen, norte de Paris. A pincelada detalhada, tema e reprodução da luz são características do movimento Realista, que se focou na reprentação objetiva da natureza. A escola de Barbizon na qual Lambinet é associado com frequência pode ser interpretada como um tronco do Realismo.

Emile Charles Lambinet- Cena fluvial com barcaças. Sheffield Museum, Inglaterra

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Às sextas e terças, esta coluna traz obras digitalizadas de outros pintores que influenciaram o pintor monoauricular Van Gogh e obras suas, mas tão somente as que forem citadas nas Cartas a Théo, acompanhadas da data da carta que cita a obra, bem como as citações sobre ela e uma pequena biografia de seu autor. Para outros olhares neste curso, clique aqui.

Photo graphein: Fred Taylor

Novembro 28, 2011

Sem Título, 1923

Retrato de um Antropófago novo trailer

Novembro 28, 2011

Cinema Negro Negri-ati-tude Kine Esquizo: Shaft

Novembro 27, 2011

Movimento dos Panteras Negras

O cinema negro afroamericano surgiu nos anos 70 a partir das influentes lutas de negros como Malcolm X, Martin Luther King Jr., Os Panteras Negras que tinha Huey, Angela Davis, e diversos artistas como B.B.King, Bob Dylan, Joan Baez, Jane Fonda entre outros. Quando surgiu como movimento social, o negro cinema já havia sido abordado em filmes como The Cool World (1963), The Black Klansman (1966), For Love of Ivy (1968), If he hollers, let him go (1968),  The Split (1968),  The Story of Three-day pass (1968), A change of mind  (1969), The Grasshopper (1969) e por fim Right On! (1970), Soul Soldier (1970),  Brother John(1970),  Cottom Comes to Harlem.


Além disso foram feitos documentários como “Panteras Negras” da engajada cineasta francesa que visitava a California, Agnès Varda e também um com o mesmo nome de Sally Pugh, sobre o grupo social e político em 1968. Do bando dos Panteras Negras uma séries de vídeos politizados foram lançados em 1969 como Mayday, Fora Porcos e Repressão, que mostrava os posicionamentos políticos e de organização social do grupo, além do engajamento negro contra a força policial (porcos) dos brancos e o coronelismo e imperialismo americano que com as mãos repleta de sangue negro (tanto do facismo interno quanto das nefastas guerras).

Dois lideres da luta afroamericana: Martin Luther King Jr e Malcolm cujo nome de nascença é Al Hajj Malik Al-Habazz .

O Movimento Blaxploitation

Embora muitos considerem os filmes citados anteriormente como parte do movimento, o início como criação estética negra começou no início dos anos 70. O Movimento Blaxpoitation é uma união de Black Exploitation que em uma tradução ao português significa Exploração do Negro. O negro como força produtiva, como atores, diretores, roteiristas. Um cinema negro e politizado, sem os clichés da sociedade. Bronx, Queens, Harlem, East Side, Brooklyn e outros bairros de Nova York foram o celeiro Cultural do Blaxploitation.

O cinema que foi marcante no movimento do negro cinema foi Shaft (1971) do diretor ativista negro Gordon Parks. Estrelado por Richard Roundtree, Shaft é o nome de um detetive negro que tem grande respeito pelos negros e tem que trabalha com uma equipe  policial branca. Mesmo seus irmãos fora da lei negros tem o respeito social de Shaft, porém sem criar nenhuma concessão.

O roteiro é baseado no livro homônimo de Ernest Tidyman e a trilha sonora envolvente de Isaac Hayes tem música inesqueciveis como Soulsville, Do your thing, No Name Bar, Walk from Regio’s e o tema de Shaft. Além disso o grande sucesso nas bilheterias mostrou a aceitação de um tema em que o branco não escapa de sua canalhice, e muitas vezes é o grande segregador-maioria baseado em padrões europeizados. Com um investimento de 500 mil e um faturamento de 13 milhões Shaft  teve  duas sequências: Shaft Big Score (1972) e Shaft in Africa (1973) e abriu caminho para diversos outros títulos voltados para a questão dos negros como Sweet Sweetback’s Baadasssss Song (1971) de Melvin Van Peebles, Blacula (1972), de William Crain,  Cleopatra Jones (1973) de Jack Starrett, Foxy Brown (1974) de Jack Hill.

Shaft é muito mais do que um detetive durão que se dá bem com as mulheres. É um sarcastico detetive que respeita a luta negra e, entende os mecanismos de dominação e produção de preconceitos, e está no mundo para diluir a dominação dos negros e brancos, do coronelismo e capitalismo. Não tem medo de encarar a vida, pois a vida vem da força transformadora que muitos negros e poucos brancos conhecem e tem coragem de se lançar. Vida pela liberdade e contra a opressão ou qualquer forma de dominação. A vida poiética e política pelo povo e com o povo.


PROVA DE ARTISTA

Novembro 27, 2011

Notas Negras

Novembro 26, 2011

  • Nesta quarta passada (23) o samba paulista perdeu um grande nome: Toniquinho Batuqueiro. Um grande defensor da cultura popular. Um grande sambista negro que vivênciou o samba de rua e o surgimento das escolas de sambas. Um grande amigo de Plínio Marcos, participou da gravação de “Plínio Marcos em prosa e samba, nas quebradas do mundaréu” de 74. Atuante em diversas escolas de samba, Batuqueiro passou pela Vila Maria, Império do Cambuci e Unidos do Peruche lançou seu primeiro cd solo em 2009 e agora samba em outras escolas…
  • A Cinemateca Brasileira em São Paulo está com uma programação especial até o dia 4 de dezembro com o cinema do japonês Tomu Uchida. Ainda pouco conhecido pelo Ocidente, o diretor foi contemporâneo de Ozu, Oshima, Imamura e outros grandes diretores mais conhecidos. Dentre os filmes da mostra estão  Condenado pela consciência; a trilogia de samurais “Espada diabólica”; “Estranho amor”; “A lança ensangüentada” e muitos outros. O grande cineasta Carlão Reichenbach estará presente.
  • Ainda na Cinemateca Brasileira a partir de hoje (26) e até 10 de dezembro uma nova versão do Curta Cinemateca que traz uma seleção especial de curtas-metragens brasileiros exibidos nas diversas mostras que integram o Festival de Cannes ao longo de toda a história do evento.  Com entrada franca o evento traz cinemas curtos  Um sol alaranjado, de Eduardo Valente; Vinil verde, de Kleber Mendonça Filho; Da janela do meu quarto, de Cao Guimarães; Elo, de Vera Egito;De janela para o cinema, de Quiá Rodrigues; A saga de Castanha e Caju contra o encouraçado Titanic, de Daniela Thomas e Walter Salles e muitos outros.
  •  A radiografia cultural de periferia e arte no DF tem mais uma parte de sua programação nesta terça e quarta (29 e 30) com o Teatro na Rua que traz apresentações deBrava Companhia e Boi de Sobradinho, do Mestre Teodoro Freire. No primeiro dia haverá debate após as apresentações que ocorrem no Centro Cultural Banco do Brasil e também na Praça do Relógio, no centro de Taguatinga.

  • Um dos maiores comediante de teatro e tv da América Latina,  o mexicano Roberto Bolaños, escritor e diretor do programa “Chaves”, será homenageado no ano que vem no Brasil e mais 10 países pela importância de seu teatro social. O evento  “América comemora Chaves”, será realizado entre os 1º e 11 de março de 2012 e terão atividades teatrais, cinematográficas e músicais com muito samba, quebradita, vallenato, tango e hip hop. Haverá ainda um concurso de imitadores de Chaves e diversos jogos. Espera-se ainda um livro com documentos, fotografias e muitas outras.
  • A Anistia Internacional está completando 50 anos e está soprando as velas na mesma data que Bob Dylan lançou seu primeiro disco. E por isso decidiram juntar e gravar quatro discos com versões de músicas de Bob Dylan,  sem pagar caches para nenhum artista ou produtor e tendo os lucros voltados para trabalhos de defesas dos direitos humanos. O disco chamdos”  Chimes of Freedom – Songs of Bob Dylan Honoring 50 Years of Amnesty International” terá dentre as mais de 70 faixas as participações de Patti Smith, Rise Against,  Ziggy, Queens Of The Stone Age , Lenny Kravitz, Angelique Kidjo – Lay, Lady, Lay,  Joan Baez, Bad Religion, My Chemical Romance, Sinéad O’Connor, Ed Roland and The Sweet Tea Project , Seal & Jeff Beck ,Dave Matthews Band e o próprio Bob Dylan.
  • Somente a próxima sexta (2) na Cinemateca Brasileira ocorre o Curta Cinemateca dedicado à projeção de curtas-metragens de novos realizadores brasileiros como Desconhecido íntimo, de Alexandre Ingrevallo; No rastro dos porcos, de Milner Souza,  Um caso estranho, de Denis Fonseca, Valsa, de Paulo Oliveira; Pequenos desencontros, de Fernando Boppré, e a animação Realejo, de Marcus Vinicius Vasconcelos. Realizadores interessados em exibir seu filme nas sessões mensais do projeto podem enviar seu pedido para o e-mail programacao@cinemateca.org.br.
  • Segundo um estudo científico da Universidade de Berkeley divulgou dormir faz bem … para ajudar em traumas. Isto pois os sonhos podem aliviar os efeitos de pessoas expostas a eventos desagradáveis ou traumáticos. Os cientistas usaram um aparelho de ressonância magnética para observar como o cérebro das pessoas reage à exposição de imagens chocantes antes e depois de uma noite normal de sono. O estudo percebeu que a reação dos cérebros dos voluntários expõe as ligações entre os sonhos e a memória. E durante o sono REM quando são processado memórias recentes o sonho pode ajudar em pessoas com estresse pós-traumático. Assim as pessoas que dormiram tiveram melhor reação emocional a outras visões  e experiências traumáticas.

  • Cabelo Afro. Este é o tema da exposição “Quieto Pelo” que ocorre no Centro Cultural Caixa Econômica em Brasilia em cartaz até o dia 18 de dezembro. Com fotos e vídeos produzidos pela colombiana Liliana Angulo vemos os trabalhos de cabelos na Colombia, Cuba e outros paises. A artista diz que o projeto surgiu do interesse de analisar como a tradição de arrumar os cabelos se conserva até hoje entre as populações da diáspora africana na América Latina e foi usado como uma forma de resistência. A mostra é coletiva em cabelos trançados e vai te envolver.
  • A Favela do Jacarezinho fará amanhã  (27) as 12 horas em sua Célula Cultural um experimento com  os reagentes hip-hop e samba e ver o que vai dar… Fala, Rapper (Firma o Samba).Mas vai dar ponte com o rap do Mestre Barbeirinho do Jacarezinho e os rappers Preta Rê, Dudu Pererê e Michel. No outro lado da ponte no pagode do samba o Grupo Coisas do Brasil. Antes de começar a festa no terreiro Rumba Gabriel, jornalista, líder comunitário e ativista cultural, abrirá os trabalhos com o pequeno histórico da Favela do Jacarezinho, além de uma conversa com a moçada sobre samba e rap. Gravação de depoimentos e apresentação musical. Pode chegar que tamos aí.
  • Neste domingo (27) a Rua do Bom Jesus em Recife vai virar uma feira. Só que não é qualquer uma, é a Feira Japonesa do Recife que a partir das 11 horas traz a cultura japonesa com seu teatro, idioma, culinária e ainda apresentações musicais com os japoneses Massayo Ishigure, Mitsuki Dazai e o suíço Marco Lienhard. Tudo Gratis. Origato..
  • O Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo exibe a partir de quinta (1) a mostra kinemica “Brasil : Tela para Todos” traz de 10 filmes nacionais, durante 10 meses (um por mês). Os filmes selecionados foram produzidos recentemente no País, entretanto encontram dificuldades de exibição e circulação, devido principalmente ao caráter comercial das principais salas exibidoras. Neste mês é a vez do filme Antes que o Mundo Acabe, de Ana Luiza Azevedo.

  • O escritor  símbolo da geração beat Jack Kerouac, o mais negro dos brancos escritores, terá seu primeiro livro lançado depois de quase 70 anos de sua composição em 1942 quando o jovem escritor tinha 20 anos. Chamado “O mar é meu irmão” (The Sea Is My Brother), o romance conta suas experiências como um comerciante marítimo. Durante anos perdido  o manuscrito foi encontrado no arquivo do escritor por seu cunhado, e surpreendeu até mesmo os especialistas em Kerouac.
  • O Instituto de Artes do Pará em Belém vai fazer entre a próxima segunda e sexta (28 à 2) uma oficina circense para o desenvolvimento de habilidades, com acrobacias aéreas e de solo, pernas de pau e malabares, respeitavel público. O curso é aberto a todos e tem duração de 20 horas com encontro com a artista mestranda Virgínia Abasto. O treinamento consiste no repasso de técnicas de consciência corporal e preparo para a pratica de habilidades. Inscrições na Gerência Geral de Artes Cênicas e Musicais do IAP.
  • A Universidade Federal do Rio Grande do Sul começa na próxima sexta (2) e extendendo pros dias 6, 7, 9, 13, 14 e 15 de dezembro o Ciclo Cinema e Pensamento Africano. A atividade propõe uma reflexão acerca das criações culturais da África contemporânea, a partir da obra de cineastas, pensadores sociais, filósofos e literatos da África subsaariana.  Cinemas como Nha Fala, de Flora Gomes e A Viagem da Hiena de  Djibril Diop Mambène. Para maiores informações, contate pelo endereço eletrônico: deds@prorext.ufrgs.br.
  • O Centro Cultural Light no Rio de Janeiro está com a exposição Quilombos: Sinônimo de resistência. E agora de energia, aberta até o dia 15 de dezembro com entrada franca. Além de Fotografias do Projeto Quilombo feitas pelas lentes do fotógrafo Santa Rosa. O projeto Quilombo vem sido desenvolvido há mais de 5 anos em busca de maior envolvimento social dos quilombolas e trazendo pra sociedade a responsabilidade de nossa história.
  • Em São Paulo alguns espaços como a  praça da Sé, o largo São Francisco e o Tuca, que já foram palco de cenas de repressão da ditadura militar serão o centro da exposição “Lugares da Memória” que reúne cerca de 100 fotografias e 50 recortes de jornais, além de documentos do Fundo Deops/ SP, o Departamento de Ordem Política e Social de São Paulo, extinto órgão do Estado Novo e da Ditadura Militar que controlava e reprimia movimentos políticos contrários ao regime no poder.

Zózimo Bulbul

  • Atenção negritude! No Oi Futuro começa hoje (26) e vai até quinta (dia 1) o “5º Encontro de cinema negro Brasil-Africa e Caribe” que além dos cinemas traz seminários e uma homenagem ao FESPACO – Festival Pan Africano de Cinema de Ouagadogou, realizado em Burkina Faso e considerado o mais importante do continente africano. Quatro cineastas africanos – Mansour Sora Wade, do Senegal; Yaba Badoe, de Gana; Cheick Omar Sissoko, do Mali, e Leão Lopes, de Cabo Verde – e dois do Caribe – Rigoberto Lopes, de Cuba, e Philipe Judith Gozlin, de Guadalupe – estarão presentes para apresentar seus filmes e participar de palestras. Cinemas brasilerios como “Memórias D’um Candongueiro” de Dudu Fagundes, “O Céu no Andar de Baixo” de Leandro Cata Preta,”Vamos Fazer Um Brinde” de  Sabrina Rosa. Participação de Joelzito Araujo, Daniel Leite e Mamadou Diop e a curadoria do sempre presente cineasta Zózimo Bulbul . Confira a programação.
  • O Centro Cultural Correios do Rio de Janeiro está com a bola toda abrindo meia duzia de exposições pra nenhum freguês botar defeito.Dentre as mostras estão estudos fotográficos do  O Morro da Conceição , do porto do Rio, do fotógrafo húngaro Brassaï com 97 fotos. Há também espaço para a escultura com as cadeiras-esculturas de Ascención Chánques, 13 esculturas “Anima” do carioca Roberto Oliveira Costa, e por fim Colméia, um painel de 3,3 por 7,7 metros de Carina Bokel.
  • O Oi Futuro Flamengo está com seu Festival Multiplicidade com diversas atrações até o dia 1º de dezembro.  O cinema “O fim do sem fim” de Cao Guimarães (dia 26) está presente em paralelo com a mostra Fieldworks de Carlos Casas(26 e 27). Tem também um Manifesto Futurista com o artista alemão Thomas Köhner e a pianista Sérvia Ivana Neimarevic (29), a mostra Matéria Obscura- discussão com Jürgen Rebler e Thomas Köner (30) e vários cinemas de animação com a Retrospectiva Multiplicidade (29 e 30). No último dia (1) haverão diversas atividades em homenagem a Glauber Rocha.
  • A banda britânica Radiohead teve duas músicas dos primórdios de sua fita demo gravada em 1986 vazadas para internet, onde pode serem ouvidas e baixar em download. As músicas se chamam “Everybody Knows” e “Girl (In The Purple Dress)” e foram lançadas quando a banda, ainda em começo de carreira, se denominadaOn A Friday, e sem o guitarrista Jonny Greenwood .

 

  • Teresina vai celebrar hoje (26) a partir das 19 hora na Praça Santa Maria da Codipi o Festival Afro Cultural  Beleza Negra que traz nas atrações a cultura hip-hop do break, poesias do Mano Poeta, capoeira, grupos de rap Reação do Gueto, Art. 255, Conexão Zona Rap, além de MCs, Grupos de dança afro, bumba meu boi e folclore. Se liga na parada…

 

 


E para quem quiser enkinemar-se o orfeu negro dionisíaco Zecel

 

MANO BROWN DOS RACIONAIS FAZ MÚSICA PARA CARLOS MARIGHELLA

Novembro 25, 2011

Que o Racionais MC’s sempre estiveram ligado nas paradas e quebradas todos sabem. Porém a novidade é que Mano Brown disponibilizou na internet uma música em memória ao grande líder da resistência a ditadura, o revolucionário Carlos Marighella, fundador da ALN — Ação Libertadora Nacional. A música teria sido reproduzida em uma rádio, colocada em um vídeo no youtube e em alguns deles já conta om mais de cento e trinta mil visualizações.

Mesmo sem ter lançado um CD e com uma previsão mais distante em 2012, os Racionais através de Brown traz sua prática no mundo contra os bloqueios cotidianos que os manos sofrem assim como sempre sofreram os que lutaram por liberdade.

UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

Novembro 25, 2011
Londres , começo de janeiro de 1874

Arabes em marcha (c. 1885) , SCHREYER



Arabs on March, Nova Yorke, The Metropolitan Museum of Art

Van Gogh que está em Londres e respira arte e escreve para o irmão suas percepções e desejos:
“Estou vendo que você se interessa pela arte e isto é uma boa coisa. Fico contente que você goste de Millet, Jacque, Schreyer
Adolf Christian Schreyer foi um esbocista, pintor de animais e paisagista alemão bastante conhecidos por seu estilo orientalista de pintar e pelos retratos do mundo árabe. Em seu estilo é notavel obras primas com pinturas de cavalos, a vida camponesa do sudeste da Europa e pinturas de batalhasNascido em 9 Julho de 1828 em Frankfurt-sur-le-Main ele estudou com  J. Becker. Ele estudou em Münich, Düsseldorf e depois em Viena e Paris, onde se formou e continuou muitos anos como residente.Em 1855 ele espõe na Associação de Arte Austríaca e se torna célebre. No ano seguinte ele acompanha o Príncipe de Thurn a Constantinopla e vários outros paises. Este primeiro contato com o Oriente desperta em Schreyer uma paixão por temas orientalistas mas sempre dominado pelas representações das batalhas, de caças e de cavaleiros. Seguindo esta viagem ele visita a Argélia em 1861 e depois a Síria e o Egito.

Ele vem falecer em 29 de julho de 1899 na cidade alemã de Kronberg (Taunus). Depois de sua morte alguns de seus quadros ainda foram exibidos na Exposição Universal de 1900 em Paris.

Adolphe Schreyer- Homem com Lança cavalgando sobre a neve, c. 1880 – Art Institute of Chicago

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Às sextas e terças, esta coluna traz obras digitalizadas de outros pintores que influenciaram o pintor monoauricular Van Gogh e obras suas, mas tão somente as que forem citadas nas Cartas a Théo, acompanhadas da data da carta que cita a obra, bem como as citações sobre ela e uma pequena biografia de seu autor. Para outros olhares neste curso, clique aqui.