Minicontos

Passei toda a vida a sentir os cheiros pelas narinas que meu espelho não enxerga. Hoje, sacudo a disformidade que pendura o meu nariz e beijo de frente o temor de me verem atingir com o olhar os rostos de quem passa.

Monólogo do sem rosto

 

Eles eram feitos de açúcar, de tão doces sucumbiam a uma estranhesa invulgar. Ela tinha boca de papel que se desfazia na saliva dele. E ambos, roíam-se como maçãs à luz da lua. Ele não tinha dedos, tinha pequenos ramos que lhe saiam das mãos e no explorar do corpo dela, percebeu finalmente, que ela era o mel que a sua boca processava. E este era o amor daqueles dois.

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Era muda, tinha a cara sardenta e um olhar encharcado de sentimento.Todos os dias sentava-se com o seu cão junto ao mar que contemplava e fantasiava outra vida. Um dia, o mar bateu forte e as sardas ficaram estampadas na areia e o cão uivava e a noite veio e o sol se foi.

Letargia

Três contos internáuticos de Eugênia

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