O mundo da arte em uma obra

Nossa coluna de sexta-feira traz uma obra proveniente de uma das mais famosas vanguardas européias: o surrealismo. A obra é referência mundial na história da arte e já teve diversas releituras por artistas.

Porém mais do que uma simples obra do surrealismo trata-se em uma arte indagadora, sobre a sexualidade, o amor e a existência humana. Seu pintor auxiliou a pensar pelo surrealismo a presença do homem e suas ações na terra. O filósofo Michel Foucault fez um de seus livros com base em um questionamento presente em sua obra: Isto não é um cachimbo.

ESQUIZOFIA

ENUNCIA

O MUNDO DA ARTE EM UNA OBRA

“Os amantes

De René Magritte
Rene Magritte - The lovers 1928 MoMa (le perreux sur marne )

“Há uma afinidade secreta entre certas imagens; ocorrem igualmente para as imagens que representam estas imagens (…) A palavra dá brilho a imagem, define a mágica.” 

Magritte_autograph signature

René Magritte ou René-François-Ghislain Magritte (1898-1967) foi um pintor, esbocista, gravurista, escultor, fotografo e cinegrafista belga, ligado ao movimento surrealista belga e posteriormente o movimento surrealista francês e que estudou na Academia de Belas Artes de Bruxelas.

O movimento surrealista tem boa influência na psicanálise principalmente na teoria da interpretação dos sonhos de Freud onde deram muita importância aos símbolos constituídos.

O pintor foi influenciado movimento de arte abstrata De Stijl e pelo pintor  Giorgio De Chirico, o criador da pintura metafísica ou metafílistica. Em seu trabalho embora falte o drama do desenvolvimento estilístico tradicional, teve grande popularidade e no fim de sua vida lhe rendeu um grande sucesso mundial.

A obra acima mostra como um ato de paixão pode se tornar frustrado e ser isolado. Há uma dificuldade de se tirar os véus, o que pode ser interpretado como a inabilidade de desvelar por completo a natureza real até mesmo dos nossos mais íntimos companheiros (quem sabe inclusive uma menção ao inconsciente freudiano).

Além disto muitos relacionam os trabalhos (há mais de um) de Magritte envolvendo o asfixiamento, com o fato de sua mãe ter cometido suícidio por afogamento, quando o artista tinha 14 anos, e testemunhou sua mãe sendo retirada do rio tendo sua cabeça envolta em sua camisola.

O próprio Magritte em condição de “analizado” descordava destas interpretações negando qualquer relação das pinturas e a morte de sua mãe. Ele escreveu “Minha pintura são imagens visíveis que não oculta nada (…) elas evocam mistério e, de fato, quando alguém vê uma de minhas pinturas, se pergunta esta simples questão “O que ela significa?” Ela não significa nada, pois mistério também não significa nada, é incogniscível”.

Eis aí a versão repressiva de Eros e Psique: dois seres, enclausurados num cubiculo e em suas vestes, sem corpo e sem rosto, enlaçados pelas convenções. Encontro sem contato (as bocas não se beijam, beijam trapos e sem intimidade, pois, no cubículo fechado e sob panos que cobrem seus corpos, se descobre a presença da sociedade inteira, vigiando o pobre par.

Marilena Chauí em Repressão Sexual essa nossa (des)conhecida

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Uma resposta to “O mundo da arte em uma obra”

  1. Aubrey Says:

    Check out these Magritte-inspired illustrations: http://tinyurl.com/MyWebRoom-Rene-Magritte

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