UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

Haia, 3 de setembro de 1882

Barcos em Veneza, (c. 1895), PAILLARDHenri Pierre Paillard-  Barques à Venise (c.1895) Paris, Musée du Louvre

Barques à Venise , Paris, Musée du Louvre.

Van Gogh tenta junto com seu irmão Theo reduzir as despesas com o material de pintura e sugere o contato com  o pintor francês para diminuir o custo do material:

“”Quero trazer uma coisa importante a sua atenção. Não seria possível conseguir tinta, painéis, pinceis etc pelo preço líquido? No presente eu tenho que pagar o preço de varejo. Você está em contato com Paillard ou alguém assim? Se sim, me parece que conseguiria tinta consideravelmente mais barato, por exemplo, em grandes quantidades, como branco, ocre, terra sienna, e poderiamos ter um acordo quanto ao dinheiro. Seria, é claro, mais barato. Boa pintura não consiste em usar um grande negócio de tinta, mas dar um solo com verdadeira força, fazer o céu brilhoso, as vezes não se preocupar com um tubo ou mais.
As vezes o tema requer que se pinte fracamente, as vezes o material, a natureza das coisas, torna evidente que ele deve estar empastado*.”

[* tinta em uma grossa camada]

Henri Pierre Paillard é um pintor, gravurista e ilustrador francês considerado parte dos pintores orientalistas de seu país.

Nascido no dia 6 de maio de 1844 em Paris, ele aprende ainda jovem pintura e posteriormente gravura em madeira com um antigo aluno de Porret, e posteriormente com Smeeton. A seguir ele executa gravura em água-forte.

Ele colabora em revistas como le Magasin pittoresque, le Monde illustré, la Gazette des Beaux-Arts, L’Illustration, L’Image…, e com a Société des amis des livres (Sociedade dos amigos de livros). Ele trabalha também para o editor e bibliófilo Henri Beraldi, que o acompanha diversas vezes volta aos Pirineus. Ele faz gravuras das ilustrações de Charles Jouas para o livro “les Cent ans aux Pyrénées” de Beraldi, mas os sete volumes foram finalizados sem ilustrações.

Amigo de Auguste Lepère, com quem criou um ateliê em Montmartre, ele se orienta, como ele, cada veis mais frente a gravura original. Ele logo se torma membro fundador e primeiro vice-presidente da Société de la gravure sur bois originale (Sociedade de xilogravura original).

Assim como a pintura, ele realizou trabalho pastel, aquarelas e pintura a óleo. Sua obra foi composta de paisagens parisienses e de suas viagens na França (em Provence, em Bretagne) ou no estrangeiro, na Bélgica, Holanda, Argélia, onde pintou paisagens urbanas e marinhas.

Aluno de Lavoignat em Laon. Ele começa no Salão de Arte de Paris em 1870 e a partir de 1893, após a morte de sua esposa, ele realiza uma série de viagens para a Argélia e a Europa. No mesmo ano participa do Salão dos Orientalistas Franceses (Salon des Orientalistes Français).

Ele vem a óbito no dia 26 de novembro de 1912.

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Todas as terças, esta coluna traz obras digitalizadas de outros pintores que influenciaram o pintor mon(o)t0-ista Van Gogh e obras suas, mas tão somente as que forem citadas nas Cartas a Théo, acompanhadas da data da carta que cita a obra, bem como as citações sobre ela e uma pequena biografia de seu autor. Para outros olhares neste curso, clique aqui. UM CURSO DESEJANTE PARA VAN GOGH

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