KINEMASÓFICO EM ESCOLA RIBEIRINHA DO AMAZONAS

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Se o devir da filosofia é criar conceitos e o devir do cinema é criar imagens, como afirma o filósofo francês Deleuze, o cinema como arte deve ser mais do que nunca um exercício educacional.

Em um mundo em que as consciências são constituídas em quase sua totalidade de conteúdos imagens-clichês, imagens que sustentam o carrossel imbecilizante dos meios de comunicação visual, principalmente o cinema-comercial e as TVs (imagens desativadas de suas funções movimentos que fazem com o cotidiano seja tomado como real-necessário), o cinema na escola possibilita novas formas de percepções-criativas nos educandos. Isto porque se trata de cinema não de filme-padrão de mercado visual reflexo de uma sociedade industrial de consumo que usa as imagens já estabelecidas e carregadas de afetos-tristes para manter aprisionado o espectador. O conhecidíssimo filme do movimento-espacial-físico e não o movimento-superação, transformação, criação do novo como expressa conceito grego Kinema que significa imagem em movimento. Encadeado com a filosofia torna-se, kinemasófico.

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 E AS CRIANÇAS OLHAM OUTROS OLHARES

É com esse entendimento que o filósofo, historiador e ativista educacional Alci Madureira tem realizado os exercícios kinemasóficos na Escola Santo André, nas barrancas do Rio Tarumã-Açu, no Amazonas. Um exercício cuja essência-imagem é constituída de duas linhas de disjunção. Uma expõe novas imagens diante das crianças. Outra que às defendem contra a aculturação imagética realizada pelas imagens da classe dominante, visto serem as crianças descendentes indígenas. Uma forma das crianças elaborarem outras subjetividades, e assim não precisarem passar pela violência imagética-capturadoras e constrangedoras do existir poiético.

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Assim, o notável internauta do Esquizofia pode entrar em contato, através das imagens imprimidas pela câmera-fotográfica, com o vetor produzido pela Associação Filosofia Itinerante (Afin) já há mais de seis anos em Manaus. Vamos nessa, boas imagens!

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