LECI BRANDÃO SEMPRE BRILHANTE: “NÃO SOMOS TODOS MACACOS. SOMOS NEGROS”

A compositora, cantora, ativista e deputada do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Leci Brandão, completou, na comemoração do 1° de Maio, seus 30 anos de participação. Em meio à alegria promovida pelas centrais sindicais – com exceção à Força Sindical que fez campanha para os direitistas Aécio e Eduardo Campos -, Leci, entre um “Zé do Caroço” e outros cantos, pode conceber um exame sobre a estupidez propagada pelo marketing do dublê de jogador de futebol, Neimar, e figuras congêneres do alcunhado mundo das celebridades anêmicas dos meios de comunicação de massa alienada.

Dona Leci se mostrou racionalmente contrária ao marketing dos reduzidos cognitivo, genético, antropológico e, principalmente, político-social que aproveitaram a banana comida pelo jogador de futebol Daniel Alves, para proferirem o disparate, “Somos Todos Macacos”. Dona Leci, do horizonte de sua inteligência, mandou sua palavra de ordem-política: “Não Somos Todos Macacos. Somo Negros”. E ainda contestou a falsa preocupação, dos propagadores da moral burguesa, com a agressão aos negros lembrando que não viu ninguém com camisas com referências aos assassinatos de jovens negros das periferias. Filosoficamente politizou o tema nazifascista que está sendo tratado imbecilmente. Ou melhor, fez o passeio transmutante do esquizo ante a imobilidade paranoica.

Fala, Dona Leci!

“A gente quer que as secretarias de segurança pública, especialmente a de São Paulo, entendam que a policia é para defender o cidadão, para nos proteger da insegurança. Não é cor da pele, a etnia, que dá o carimbo de bandidagem.

Foi um momento no campo, correto. Mas outras pessoas se aproveitaram. Não somos todos macacos. Somos negros. Não vi ninguém com uma camisa dizendo que é contra o genocídio da juventude, que somos todos Cláudia*, MC Daleste**, somos todos Sabotage***.

É fundamental incentivar as pessoas a entender a importância das centrais sindicais. As conquistas só acontecem porque existem os sindicatos.

Foram muitos anos de exclusão. A gente está conseguindo mudanças significativas. Eu quero muito que continue. Eles já tiveram todo o tempo. Agora é a nossa vez”, disse politicamente a artista-engajada, Leci Brandão.

*A trabalhadora, moradora da favela, que foi morta arrastada pelo carro da polícia do Rio de Janeiro.

**Compositor e cantor assassinado em 2013.

***Cantor assassinado em 2003.

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