FUNDAÇÃO DORINA NOWILL LANÇA O LIVRO “PALAVRAS INVISÍVEIS” EM BRAILE COM TEXTOS DE AUTORES IMPORTANTES

A Fundação Dorina Nowill trabalha há 70 anos com a realidade da cegueira sempre procurando facilitar a ação dos que são privados da visão. Como se pode entender, trata-se de uma postura importantíssima porque se traduz em inclusão social dessas pessoas. Daí que o lançamento do livro Palavras Invisíveis, totalmente em braile, deve ser tido como um fator revolucionário. Isto porque, possibilita a passagem de pessoas de um mundo a outro através da literatura é modificar o comportamento anterior para um comportamento posterior. Ainda mais por se trata de uma vivência nova aos que realizam esse tipo de leitura através das palavras-tácteis. Nova forma de sentir, ver e pensar, como dizem os filósofos dos devires, Deleuze e Guatarri.

Palavras Invisíveis que tem como tema, “Tudo Aquilo Que Não Se Pode Ver” e reúne em si textos inéditos de Luiz Fernando Veríssimo, Lya Luft, Antônio Prata, Martha Medeiros, Estevão Azevedo, Ivan Martins, Fabrício Carpinejar, Eliane Brum e Carlos Brito e Mello, será distribuído nas escolas públicas e as histórias podem ser escutadas no hotsite de Palavras Invisíveis através das leituras produzidas pelas pessoas sem visão.

Luiz Fernando Veríssimo autor do texto Meu Livro Favorito que trata de sua infância ligada às leituras de seu pai Érico Veríssimo, como o livro As Aventuras do Avião Vermelho, é lido por Felipe Brás, 32, anos, cego há quinze anos.

“Não era minha leitura preferida, eu ainda não sabia ler. Era o livro que eu mais gostava de manusear, folhear, cheirar, além, de claro, olhar as ilustrações. Acho que toda criança tem uma experiência parecida, de gostar do invólucro antes de poder decifrar o conteúdo”.

Lendo Sem Enxergar, poema de Lya Luft, que trata das impressões que a s palavras causam nas pessoas, é declamado por Cristiely Carvalho.

“Palavras não precisam ser vistas.

Elas são sentidas, são reais.

Formam as mais incríveis figuras em nossa alma sensível.

Palavras respondem sem som se tivermos a mente curiosa e aberta,

Mesmo se não as enxergamos.

As mais eloquentes são as palavras invisíveis”.

Há outra perspectiva que tem que ser vista através desse lançamento realizado pela Fundação Dorina Nowill. É a perspectiva do mercado editorial que tem que fazer investimentos nesse sentido. Se o mercado editorial se apega ao lucro que uma obra literária pode lhe reservar, não tem problema: esse mercado do braile é garantido. E se o editor for alguém comprometido com o estar-no-mundo do homem, sua satisfação vai além do lucro, mesmo que tenha lucro. 

 

 

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