“PRAIA DO FUTURO”, A REVOLUÇÃO QUE O AMOR TENDE A PROPORCIONAR

“Eu venho das dunas brancas onde eu queria ficar… Eu sou a mão que aperreia, eu sou o sol e areia eu sou do Ceará. Aldeia, aldeota, estou batendo na porta só pra aperrear. Eu sou a nata do lixo, eu sou o luxo da aldeia, eu sou do Ceará… A Praia do Futuro, o farol velho e o novo são os olhos do mar… Luzindo na madrugada, braços, corpos suados, na praia fazendo amor (Terral; Pessoal do Ceará)”.

Donato (Wagner Moura), é um jovem salva-vidas na Paria do Futuro, Fortaleza. Entre um mergulho e outro para salvar um banhista se afogando, ou fingindo se afogar, ele observa o universo praiano que se mostra a sua percepção e análise. Na verdade ele observa uma síntese da sociedade desfilando em sua frente. Entre seus desejos e sua profissão. A heterogeneidade de classes e personagens transfiram-se em sua imaginação e conhecimento.

Donato vive com a mãe e um irmão, Ayrton (Jesuita Barbosa), que o toma como herói, um Aquaman. Um dia, Conrad (Clemens Schick) um jovem alemão piloto de motocross, resolve fazer uns mergulho, mas resulta em um quase afogamento que Donato evita. Os dois produzem uma amizade. A amizade torna-se paixão. Então, passam a se amar. Uma revolução que o amor tende a proporcionar. Amante e amado, Donato, abandona a praia, seu emprego, a família, e vão morar em Berlim com o companheiro.

Em Berlim, Donato, pode analisar as duas realidades em que ele viva sob a ótima de seu amor.

“Aqui nesta cidade sub-aquática, tudo para mim faz mais sentido. Eu não preciso me esconder no mar para me sentir em paz, nem preciso mergulhar para me sentir livre”, diz Donato.

Buscando entender porque o irmão, seu herói, abandonou a família, oito anos depois, Ayrton, parte a sua procura. Quando se encontram a passado é apagado em função da vida que Donato assumiu.

Falando sobre seu, Praia do Futuro, o diretor Karim Aïnouz disse que pretendeu criar personagens impulsionados pelo desejo que é o que importa.

“Quando pensamos em masculinidade, pensamos em coragem e heroísmo. Queria que meus personagens fossem fortes e frágeis ao mesmo tempo. Queria falar de coragem e medo. Queria fazer um melodrama em que os personagens fossem marcados pelo movimento, que fossem impulsionados pelo desejo e somente pelo desejo – afinal de contas, o que mais importa”, disse  Karim Aïnouz.

O longa-metragem Praia do Futuro teve sua estreia ontem, dia 15.

Veja o trailer oficial.

 

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