FESTIVAL INTERNACIONAL DE CIRCO

Com o objetivo de humanizar a arte circense e diminuir o entendimento que predomina atualmente, dela ser uma arte das virtuoses, proporcionado pelos chamados circos modernos, estará sendo realizado até o dia ‘° de junho, no Sesc/São Paulo, o Festival Internacional de Circo.

Durante o festival várias atrações internacional e nacional das expressões circense, serão apresentadas, como o Belonging que é composto por artistas brasileiros e britânicos que são tidos pela linguagem classificatória como deficientes. Na verdade uma linguagem opressiva e limitadora porque, como diz o filósofo Spinoza, nenhum corpo é imperfeito ou como se cunhou, deficiente. Cada corpo compõe com o que pode sua essência. Por exemplo, uma pessoa cega não compõe com a luz, e nem por isso ela deve ser classificado como deficiente, já que os corpos que compõe o mundo não se reduz a luz.

Assim, no caso do Belonging, os acrobatas não devem ser classificados como deficientes, visto que eles compõem com o corpo-física: o equilíbrio e o movimento. Classificá-los como deficientes é querer a predominância de um mundo onde existem formas consideradas normais que servem de modelo. O que é uma estupidez do campeão da seleção, classificação e hierarquização de uma sociedade cuja classe dominante prima pela exclusão dos que não refletem suas formas e conteúdos.

O publico poderá assistir os talentos circenses proporcionados pela Companhia Família Bolondo/Ateneu 9 Barris e suas Maravilhas com paródias e números de animais amestrados (a triste zoo-violência) e engolidores de fogo, o EaEo com seus quatro belgas malabaristas que realizam a performance o tamanho das moradia atuais começando com 8 metros e terminado espremidos entre si, sem espaço.

Como atividade de inclusão social através do teatro, música e circo, se apresenta a peruana Tarumba. Já a multinacional Organización Efímera, de Barcelona, apresenta a sua encenação existencialista Data de Validade.

Por parte do naipe da casa, comemorando dez anos de criativa e alegre existência e inaugurando a unidade Sesc de Campo Limpo, se apresenta o Circo Zanni. També se farão presentes a Nau de Ícaros, que trabalha com a linguagem poética de Os Artistas, e os Parlapatões, com a linguagem dos Clássicos.

Uma boa indicação para marcar presença e confirmar que “a alegria do palhaço é ver o circo pegar fogo”. É momento de circensiar.

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