ARTISTAS DO FÓRUM DE CULTURA DA ZONA LESTE DE SÃO PAULO REIVINDICAM APROVAÇÃO DE LEI PARA FOMENTO DE CULTURA

Os artistas que se encontram discutindo as pautas para criação cultural na periferia de São Paulo reivindicam uma lei especial para o fomento da cultura. Essa é uma das principais pautas do Fórum de Cultura que se realiza na Zona Leste de São Paulo. Em suma, eles querem somente que as regiões periféricas sejam beneficiadas com financiamentos para produção de seus projetos. Uma reivindicação que não deveria ficar localizada apenas em São Paulo, mas se estender pelo Brasil inteiro.

Uma reivindicação justa por se tratar de atividades que auxiliam no crescimento não só dos artistas, mas também da sociedade que vivencia as obras criadas. Reivindicação justa também, porque é de responsabilidade do Estado, e de empresas privadas, já que o país tem como base econômica e suporte de suas instituições o capitalismo. E financiar obras culturais é financiar o bem comum. Como se sabe cultura é bem comum. Não se sabe em que sociedade um artista criou só para ele. O que se sabe é que a arte é distributiva.

É certo que quando se trata de financiamento privado os empresários tremem, já que a arte não é mercadoria, o artista não é um trabalhador que cria mais-valor para o patrão aumentar sua riqueza derivada da exploração do trabalhador-mercadoria. Mas já que as empresas seguem as leis do Estado e vivem pelo consumo proporcionado pela sociedade, é mais do que obrigatório que os empresários também financiem os projetos culturais. A pesar de se saber que para o empresário o valor para ele é monetário e o valor da arte é de elevação da dimensão espiritual do homem expressada em sua sensibilidade e cognição.

E a questão fica mais distante do financiamento privado, porque a arte da periferia é uma arte com corpo revolucionário, uma arte divorciada dos tipos de entretenimento proporcionado pelos meios de comunicação de massa que por carregarem signos alienantes interessam aos empresários. Exemplos são os programas de TV do tipo Faustão, Luciano Hulk, que têm milionários patrocinadores que ao invés de proporcionar elevação espiritual do homem expressa em sua sensibilidade e cognição, os torna embrutecidos, ecolálicos, anoréticos intelectuais e atrofiados-sensoriais. Além de auxiliar na cristalização de uma mentalidade preconceituosa e inerte.

O fórum foi elaborado durante quase um ano e resultou em um manifesto assinado por moradores de várias coletivos da região.

“É para gente conseguir fazer isso, não só no final da semana, em um tempinho que sobra, mas fazer isso nosso trabalho”, observou a artista Elaine Monteiro do Fórum de Cultura da ZL.

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