“WALESA – O HOMEM DE ESPERANÇA”, DO ENGAJADO ANDRZEJ WADJA, TEM SUA ESTREIA

É uma história simples levando-se em consideração que “um trabalhador dever ser um artesão vital para o desenvolvimento social”, como diz Marx. Como é simples também saber que um trabalhador não pode ter impedido seu movimento como “artesão vital para o desenvolvimento social”, caso contrário ele, deixará de ser até, em seu emprego, quando ainda mantém, um trabalhador.

Ainda de acordo com Marx, a greve tem dois sentidos: um econômico, quando o trabalhador defende seus direitos. Outro político, quando se pretende mudar a estrutura política. Mas é quase impossível separar os dois sentidos. Foi o que ocorreu com o trabalhador polonês Lech Walesa que de um operário eletricista no estaleiro naval de Gdansk, transformou-se no maior líder de seu país conquistando garantias e defendendo direitos de sua classe. E tudo foi possível com a criação do Sindicato Solidariedade que lutou contra a opressão exercida pela empresa sobre os trabalhadores.

Como líder trabalhista-político Walesa chegou a ser presidente de seu país Polônia. Sua história tem grande repercussão nas transformações do Leste Europeu e queda do Muro de Berlim, além de ter influenciado à indicação do papa Karol Wojtyla. Ele liderou a movimento para o fim do comunismo em seu país que ainda seguia a linha stalinista.

Como presidente, Walesa, se direcionou as miríades do capitalismo revelando um grande grau de personalismo semelhante a Stalin e, até, posição contrária aos trabalhadores. Por tal, seu governo foi considerado impopular. A luta socialista degenerou diante da inércia do capitalismo.

Mas o engajado cinegrafista Andrzej Wadja, em seus produtivos 88 anos, em seu cinema não trata dessa parte. O suporte da trama é a entrevista que o líder polonês concedeu na década de 80 a jornalista italiana Oriana Fallaci. A entrevista é entremeada por cenas de suas lutas junto com os companheiros do sindicato Solidariedade, o primeiro sindicato de um regime comunista.

Walesa – O Homem de Esperança, que na tradução direta tem o título de Nós, o Povo, completa a trilogia de Wadja sobre o regime comunista em seu país. Antes ele realizou O Homem de Ferro, em 1981, e O Homem de Mármore, em 1987. No elenco estão Robert Wieckiewicz, interpretando Walesa, e Agnieszka Grochowska, interpretando a mulher de Walesa, Danuta.

Se alguém tivesse morrido durante as lutas de Walesa como líder do sindicato Solidariedade, teria o conhecimento somente do momento de sua existência de trabalhador “artesão vital para o desenvolvimento social”. Mas os que não morreram, sabem que Walesa também não se tornou o trabalhador que desenvolveu seus talentos tão perseguidos pelo socialismo. Nenhum homem pode produzir só a história. Porém, um homem que se propõe às lutas pelas liberdades, tem obrigação de conhecer os vícios burgueses que oprimem essas próprias liberdades. Walesa os conheceu.

Veja o trailer.

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