MOUZAR BENEDITO, GEÓGRAFO E JORNALISTA, LANÇA SEU LIVRO “PARA ENTENDER O BRASIL, O PAÍS DO FUTEBOL”

Foi lançado ontem, dia 25, no Estádio do Pacaembu, na Praça Charles Miller, o livro “Para Entender O Brasil, O País do Futebol”. Escrito, em português e inglês, o livro conta-mostrando as características das 12 cidades que são sedes das partidas da Copa do Mundo de 2014.

O livro de autoria do geógrafo e jornalista Mouzar Benedito tem, segundo o autor, a finalidade de desmistificar o falso entendimento que algumas pessoas têm sobre a realidade cultural dessas cidades sedes da realização das partidas. Para ele, esse falso entendimento é um estereótipo carregado por estrangeiros e muitos brasileiros.

Em um dos exemplos, ele explana sobre Manaus. Uma capital que muitos acreditam que é uma aldeia habitada por índios. O que não é. É lógico, que essa é a visão do autor, mas para quem mora aqui em Manaus, como nós desse blog afinsophia.com, dada a realidade perversa que os governantes impuseram a Manaus, seria mais satisfatória que Manaus fosse uma aldeia habitada por indígena.

“Um brasileiro que nunca foi a Manaus – eu vi várias vezes quando eu fui para lá – acha que quando chegar vai encontrar uma grande aldeia indígena, mas é uma cidade moderníssima”, disse Mouzar Benedito.

Quando o escritor, Mouzar Benedito, afirma que Manaus “é uma cidade moderníssima” e, que, tem até “poetas”, é preciso levar em conta as devidas proporções. O que é moderno para ele e o que são “poetas”.

Alguns condomínios das classes financeira dominante nas áreas mais valorizadas, dois grandes Shoppings, O fausto do Teatro Amazonas, mas na verdade a arquitetura simbólica da opressão sobre os povos indígenas, a imensa maioria da população da cidade subvivendo nos bairros pobres com falta de água, luz, transporte coletivo, assistência médica que se não fosse à política de saúde do governo federal seria pior, alto grau de violência, desemprego, falta de entretenimento público, entre outros sintomas que ferem a dignidade humana?

Necessidades básicas da população que devem ser atendidas pelas administrações públicas do município e do estado, e não esperar pelo governo federal, o que não é de sua obrigação.

E os ditos poetas que sempre estiveram ligados aos governos reacionários que há trinta anos dominam o estado e a capital, com poucas exceções? Poetas ‘moderníssimos’ que não liberam as “palavras segundo seus sentidos, mas as encadeia segundo as figuras da linguagem”, e muito menos sabem que a República não precisa de poeta, como diz o filósofo Baudrillard.

 Mas, entendemos o que quer dizer o geógrafo: Manaus não é uma grande aldeia indígena”, tem até poetas. O que seria um tema mais para a antropologia analisar, por que Manaus não é “uma grande aldeia indígena”? 

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