CINEMA BRASILEIRO NAS ESCOLAS É UMA OBRIGAÇÃO LEGAL

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A presidenta Dilma Vana Rousseff assinou a lei que modifica o texto básico da Lei de Diretrizes e bases da educação, Lei 9.394, que prevê o ensino de artes como a musica, a história e a cultura afro-brasileira e indígena.

Agora, com a modificação as escolas são obrigadas a apresentar duas de cinema cuja produção seja nacional. Desta forma o cinema é integrado ao currículo como apoio as experiências e práxis pedagógicas como fundamentação educacional.

É mais uma forma de dessensibilizar os sentidos do estudante que durante anos são sedimentados por imagens e sons que os alienam impedindo novas vivências de imagens e sons imprescindíveis à sensibilidade criadora. Como se sabe, a criança, na sociedade consumo capitalista seja ele pobre ou rica, em função dos meios de comunicações massificantes, sofrem verdadeiras atrofias de seus sentidos.

Não é à toa que em nossa sociedade prevalece o que há de mais violento contra os sentidos. As imagens-capturadoras que são oferecidas as crianças são responsáveis por uma vida adulta cuja visão é tão somente um território de justaposição de imagens miméticas. As imagens-desativadas do devir-criador. Exemplo que nos oferece o filósofo Nietzsche. Nessa condição, alguém que viu uma única árvore, acredita que já viu a floresta inteira dada a força da primeira imagem imprimida.

Com o sentido sonoro ocorre o mesmo. O primeiro som que se tornou sedimentado pela força da repetição leva o adulto a procurar sons que se adequem a este anterior. O segredo do ‘sucesso musical’ classificado continuamente pelos meios de comunicação de massa. A ilusão do som agradável não é nada mais do que a adequação do som que é apresentado como novo ao som que já se encontra imprimido no sentido auditivo do ouvinte.

Aí, a importância da exibição do cinema nas escolas, porque possibilita uma investida no entendimento das imagens e sons que são oferecidos pelos cinemas. O que depende também do educador envolvido com a arte cinematográfica. Já que um cinema é pra ser visto e também discutido. Caso contrário, não realizou seu objetivo: dessensibilizar os sentidos atrofiados para criação de outras formas de sentir.

O filósofo Deleuze chama de exercício transcendente dos sentidos. Educação dos sentidos. Elevação dos sentidos a outros graus do sentir.

 

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