VIDE A CAPA

Hoje, nobres filoloesquizos o passeio é de visão e entendimento deslocador dado o grau de esteticismo das capas que vale muito um Vide a Capa. Não saõ caps sugestivas, mas vibrátil. Uma espécie de desterritorialização por sopro spinozista.

O passeio puramente esquizo deslocas em conteúdos e expressões pela história universal, ensaios fotográficos, romance e educação. Ou melhor, antieducação castradora.capa 001

A obra História Moderna, de André Corvisier, dividida em cinco parte se deslocando da Afirmação da Europa (1492-1560), transitando pelo Mundo Extra-Europeu nos Séculos XVI e XVII, chegando Em Direção À Época Contemporânea, publicada pela Editora Difel, em 1976, tem como responsável pela Capa Thelma Lunardi Lopes que a criou através da foto do quadro de Sauveur Le-Conte: Luís XIV. A Travessia do Reno. Uma verdadeira capa piracional.capa 002

Seguindo sem seguir, os nobres têm a obra Ensaios Sobre a Fotografia, de Susan Sontag, que vai do ensaio Na Caverna de Platão, passando por O Heroísmo Sem Visão até Breve Antologia de Citações, publicada pela Editora Arbor, em 1983, e que tem como criador da Capa Grafite/Raul Rangel. Só essa Capa oferece uma profunda inferência sobre o espírito da fotografia.capa 003

No contínuum, salta o romance revolucionário de George Orwell, uma verdadeira porrada-literária no capitalismo com sua força sedutora da propaganda, Moinhos de Vento, publicada no Brasil pela Editora Nova Fronteira, em 1984, com a Capa de nosso conhecido, Victor Burton sobre o desenho de Karl Hubbuch, que viveu entre 1881 a 1980: “Publicidade”.

Um brinde-esquizo de Orwell. “Dificilmente haveria alguém ali que não tivesse perfeita consciência de que a publicidade – os anúncios – é o fruto mais sujo já produzido pelo capitalismo”.

Intensiva desterritorialidade, não?

capa 004Um educador sabe que a potência poiética do educando é revolucionária. Com esse saber ele compõe junto com os educandos os corpos que efetivam as mudanças, as ultrapassem de um estado de coisa determinado para outro estado de coisa móvel. Foi o que fez o educador francês Jules Celma e que ele mostra em sua obra Diário de Um Educastrador, publicado no Brasil pela Summus Editorial, em 1979, com a Capa instigante de Edith Derdyk. Uma Capa que desloca, sem cumplicidade com a castração, o inquieto filoloesquizo.

Bons passeios Capas-Esquizos! Vide a Capa quantas vezes forem necessárias!

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