12ª FEIRA LITERÁRIA INTERNACIONAL DE PARATY FAZ HOMENAGEM A MILLÔR FERNANDES

A cidade de Paraty, no litoral sul fluminense, recebe a partir desta quarta-feira (30) a 12 Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que este ano homenageia Millôr Fernandes (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Começou ontem, dia 30, e vai até domingo, dia 3, a 12ª Feira Literária Internacional de Paraty (Flip) que homenageia nessa edição Millôr Fernandes. Escritor, jornalista, desenhista, chargista, roteirista, cartunista e defensor da liberdade de expressão, posição que o colocou como um dos intelectuais brasileiros sob a opressão da ditadura civil-militar, Millôr Fernandes, escapa, em virtude de sua realidade ontológica, prescinde de homenagem, mas como se trata de formalizar um evento literário da importância e honestidade da Flip, é aceitável a homenagem. Sem dizer que seu reconhecimento também vem de seu talento de tradutor. Traduziu de Shakespeare a Ibsen.A cidade de Paraty, no litoral sul fluminense, recebe a partir desta quarta-feira (30) a 12 Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que este ano homenageia Millôr Fernandes (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Como ocorre em toda edição da feira, haverá uma programação orientada para criança, a já conhecida Flipinha. Uma parte dessa programação expressará danças dos índios guaranis, já que a questão indígena é uma dos temas da feira.925001-feira%20do%20livro-5950 925002-feira%20do%20livro-5974

A Flip, além de realizar os debates com os temas referentes a sociedade e a literatura, também realizará o tradicional evento gastronômico onde são apresentadas receitas dos chefs de Paraty, assim como os nomes de restaurantes.

Na parte artística-musical, a cantora Gal Costa juntamente com o canto Felipe Guaraná, fizeram a abertura da Flip. Na agenda constam 200 atividades entre projeções de cinema, lançamento de livros, debates e shows. Os organizadores da feira acreditam que o evento vai receber mais ou menos 25 mil pessoas.925000-feira%20do%20livro-5945 924998-feira%20do%20livro-5794

Para edição deste ano, os organizadores tiveram um saque democrático que antes não tiveram: colocaram um telão na Praça da Matriz onde serão projetadas as ocorrências literárias internas. Antes era só para privilegiados. Como alguém poderia dizer: “Coisa de literatos burgueses”.

“Sempre tivemos essa preocupação com a inclusão. Este ano temos um telão na Praça da Matriz e queremos divulgar ainda mais a transmissão ao vivo online para as pessoas de todo o país verem e a Flip não ficar restrita a quem está dentro da tenda e em Paraty”, observou Paulo Werneck, o curador da Flip.

 A verdade de que a Flip era emburguesada se encontra na observação feita por Daniel de Jesus Lima, 53 anos, produtor cultural e propagador de um sebo itinerante e que mora em Paraty há literariamente 20 anos.

“Nas outras Flips as pessoas diziam que havia os privilegiados do outro lado de dentro e os que não tinham dinheiro não podiam ver, então, abrir foi muito bacana”, analisou a questão antes emburguesada.     

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