VIDE A CAPA

Hoje o passeio-esquizo do Vide a Capa é movimento evanescente estetizante. Não só pelos autores das obras, que não essa a qualificação do Vide a Capa, mas pelas joias-raríssimas que são as capas. Obras capalólicas. Capas que proporcionam vivências estéticas deslocadoras e intensivas.

Vocês videcapaesquizofilológicos vão passear pela antropologia, psicanálise, o teatro popular e a semiótica.CAPA 001

Movimentemo-nos pela obra relíquia e valorosíssima do antropólogo Claude Lévi-Strauss, De La Miel a Las Cenizas, publicada no ano de 1972, pela Editora Fundo de Cultura Econômica do México. E a belíssima capa foi tirada pela própria editora

Da obra Ahumando la Colmena, de la Cinegética de Olpiano copiada em 1554 por Angel Vegecio procedente da Biblioteca de Castillo de Fontainebleu.CAPA 002

Na sequência, a obra sobre a história do pai da psicanálise Freud, escrita pelo escritor Peter Gay, Freud Para Historiadores, publicada pela Editora Paz e Terra no ano de 1989 com a artística capa de Isabel Carballo, tendo como inspiração a pintura de Rubens, O Rapto das Sabinas.CAPA 003

Em seguida temos a obra do teatrólogo, dramaturgo, escritor, poeta e músico César Vieira, Em Busca de um Teatro Popular que conta a história de seu Grupo de Teatro União e Olho Vivo e que foi publicada com serviço editorial não-convencional. A histórica obra foi publicada em 1981e teve a capa produzida pelo próprio grupo. As várias edições foram patriocinadas Federação Nacional de Teatro Amador (CONFENATA). Essa é loucura. Uma capa que expressa uma intrigante força política-popular. Um arraso!CAPA 004

E o que dizer da capa montagem lúdica-semiótica? Pois é. A obra revolucionária da linguística-estrutural de Roland Barthes, O Óbvio e o Obtuso, que trata dos signos no teatro, cinema, fotografia, vestuário entre outros temas da semiótica, foi publicada pela Editora Nova Fronteira no ano de 1990 e teve como criador da excitante capa o nosso, já conhecido, Vitor Burton. Para criar a artística-capa Burton, se inspirou na ilustração de Arcimboldo, O Verão, de 1573.

Vamos na Capa sem espada!

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