TEATRO MAQUÍNICO MOSTRA “O ALEGRE FIM DE LOGRAD’OURO A CIDADE DOS SONHADELOS”

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A Associação Filosofia Itinerante (Afin) como corpus constitutivo da inteligência coletiva carrega como formas de produção poiética e práxis alguns vetores que tentam criar novas formas sensitivas e intelectivas de sentir, ver e pensar. Novas sensibilidades e cognições imprescindíveis para produção de outra subjetividade que escape da subjetividade dominante com seus agenciamentos de sujeitos coletivos laminados.

Entre os vetores kinemasófico, bibliosofia, ludos-sófico, esquizosom, e outros, a Afin também faz percursos-esquizos transformadores com o seu Teatro Maquínico quase sempre com composição textual do próprio grupo, mas sempre com apresentações nas ruas, praças, escolas, centros comunitário, hospitais, fábricas, igreas, onde for convidada. E já é praxe, durante período de eleições, o grupo encenar teatro com cunho relativo ao dito período. Apesar da encenação não se reduzir ao tema eleitoral.IMG_9138[1]IMG_9128[1]IMG_9130IMG_9140IMG_9142IMG_9145IMG_9163

Esse ano, o Teatro Maquínico encenou a o texto O Alegre Fim de Lograd’ouro A Cidade dos Sonhadelos. O tema trata de uma cidade em que o povo tem seus direitos assegurados. Saúde, escola, entretenimento, emprego, transporte coletivo, segurança, tudo que supre suas necessidades. O que significa que esse povo é feliz.

E a razão dessa felicidade é que todos só trabalham. Não brincam, porque já são felizes. Não sonham, porque são felizes. Por isso, é proibido sonhar. Quem sonha não é feliz e não é feliz porque não trabalha.IMG_9158IMG_9152IMG_9172IMG_9174IMG_9177IMG_9168

Todavia, tudo não passava de uma fantasmagoria produzida pelos governos e seus comparsas que dominados por uma força que eles não conheciam, acreditavam que o que faziam era na verdade um bom governo que o povo merecia, quando era o contrário. Eles apenas, inconscientemente, reproduziam ordens de invasores cruéis que no passado invadiram a terra, agora chamada de Lograd’ouro, expulsaram seus habitantes autóctones e passaram a mandar sob a força de uma ideologia-alienante.IMG_9104IMG_9105IMG_9106IMG_9161

É então, que estando uma menina de castigo no porão de sua casa, depois de levar uma surra de seu pai por se encontrar lendo um livro em sua escola, cujo tema era sobre a necessidade de sonhar para ser feliz, encontra um menino descendente dos habitantes autóctones que lhe conta toda a história de como surgiram os Sonhadelos. A partir daí, só assistindo a peça.

Essa a letra do poema Canto Político que os dois cantam.

CANTO POLÍTICO

Aquele que não sonha, não luta

E aquele que não luta, não é político

E aquele que não é político, é escravo

E aquele que escravo

Não serve para viver em comunidade

Porque na escravidão não há democracia

E na democracia não há escravidão

A democracia

É um regime ético, sociedade dos amigos

Constitutiva potência da razão.

A apresentação ocorreu na noite de ontem, dia 14, na Escola Municipal Francisco Guedes de Queiroz, no Bairro Tancredo Neves, na Zona Leste, o território mais populacional de Manaus, e o mais desassistido pelos governos e só lembrado em tempo de eleição, como no momento.

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