FLÁVIO RENEGADO MOSTRA QUE O HOMEM NÃO É “COISAS DESSE TIPO”

O homem é um ser biológico, sensorial e racional. Como ser biológico ele tem necessidades como comer, beber, habitar, se locomover, dormir, ter prazer. Os elementos das satisfações dessas necessidades encontram-se fora. É fora de si que se encontram, por exemplo, a comida e a água. No início de sua existência esses elementos encontravam-se logo ali, à sua disposição, mas com complexidade de uma sociedade estratificada, essa relação como o mundo exterior mudou.

O homem precisou entrar em um mundo de trabalho assalariado para poder adquirir os elementos de suas satisfações através do dinheiro. O que significa dizer que é com seu salário que ele se mantém vivo. Assim, dependendo do tipo de governo de um país, esse homem-trabalhador pode ou não ter suas necessidades satisfeitas de maneira natural, razoável ou desumana. É a sociedade, sob as determinações governamentais, que pode fornecer ao homem suas possibilidades de vida biológica, sensorial e racional.

Em um governo embrutecedor, que oprime com suas normas econômicas e políticas o homem, a sensibilidade e a razão são frontalmente atacadas forçando a insensibilidade e irracionalidade social. Com fome, com sede, sem habitação e sem prazer o homem tem sua potência de agir diminuída, já afirmavam os filósofos Spinoza e Marx. Quanto mais o homem sofre, mais ele padece e é atrofiado.

É por esta razão óbvia, que em tempo de eleição o eleitor tem que ter atenção e capacidade de discernimento político-social para saber escolher em qual candidata ou candidato votar. Porque, mesmo sendo o voto individual, ele é , em verdade, a opinião política social do eleitor. Ou seja, ele expressa o corpo, os sentidos e a razão do eleitor. Escolher um candidato que é contra as satisfações do homem, é ser contra o homem e confirmar a brutalidade em que esse eleitor se encontra. O que significa dizer que ele vota infeliz querendo que a sociedade em si, seja também infeliz.

Pois bem, o candidato ao governo de Minas Gerais, Pimenta da Veiga, do partido representante maior das direitas, PSDB, em conversa com seus pares, se referiu aos índios, negros, movimentos sociais, LBGT, juventude, minorias, como “coisas desse tipo”.

“Vamos ter um encontro com alguns setores específicos, juventude, algumas minorias, negros, índios, coisas desse tipo”.

Ora, coisa, que no latim significa res, representa os objetos, e tipo representa uma identidade dos objetos catalogados, sem ação. Objetos e tipos são corpos manipuláveis, Não tem voz-ativa. Uma pedra. Exemplo nas relações sociais e políticas, os sujeitos-objetos-coisas que só respondem à semiótica de consumo do capitalismo, como os que são replicantes dos meios de comunicação de massa, como a Rede Globo.

Como o artista antes de ser artista é homem e tem suas necessidades a serem satisfeitas, o compositor e cantor Flávio Renegado, foi em cima e realizou a análise do enunciado embrutecedor do candidato Pimenta da Veiga. Ouça, veja e analise o vídeo.

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