“CUBA LIBRE”, DOCUMENTÁRIO QUE NARRA A VOLTA DA ATRIZ TRANSEXUAL, PEDRA, AO SEU PAÍS

Era 1955. Cuba encontrava-se sob a força opressiva do ditador Fulgêncio Batista. Como ocorre em todas as ditaduras, os direitos de liberdade eram reprimidos violentamente. Para o ditador tudo era conspiração para acabar com o cabaré que virou Cuba dominada pelos militares subservientes ao governo norte-americano. E uma das mais horrendas perseguições, acontecia contra os homossexuais.

Foi nesse cenário de terror que a triz e bailarina transexual Pedra, integrante do Grupo de Teatro Satyros, deixou sua terra. Mas a perseguição não era só da ditadura, também havia a condenação que sua mãe lhe dispensava juntamente com o preconceito reinante na sociedade cubana.

Ao deixar Cuba, a atriz e bailarina, foi morar em Buenos Ayres. Em 1958, conheceu o produtor de teatro, o brasileiro, Walter Pinto, veio para o Brasil. Aqui, adotou o nome de Pedra de Córdoba. Com este nome passou a se apresentar em vários shows. Depois de torna-se conhecida, Pedra passou a ser uma personagem respeitada por seu talento e por sua origem cubana.

Com a revolução cubana, que expulsou o ditador e sua trupe de exploradores da ilha, sob a chefia do comandante Fidel Castro Che e o povo, o país passou por profunda transformação política se tornando um país socialista. Agora, com novos valores a serem tomados e seguidos pela sociedade cubana, a homofobia passou a ser rejeitada e tratada como um caso político pelo governo. É nesse clima de nova cultura social e sexual que Pedra de Córdoba volta à sua terra querida.

O diretor do documentário Evaldo Mocarzel, criador dos cinemas À Margem da Imagem, Do Luto à Luta e À Margem do Concreto, prepara uma trilogia com o Grupo de Teatro Satyros encadeada com a vida de Pedra de Córdoba e os avanços que a questão homossexual passou a ter com a campanha desencadeada contra a homofobia pela filha do presidente Raul Castro, Mariela, diretora do Centro Nacional Cubano de Educação Sexual.

No início do documentário, Pedra surge no aeroporto de Havana como mulher e atriz respeitada, sendo homenageada e muito feliz por voltar ao seu país depois de décadas. Pedra, durante sua passagem por Cuba é só caliente emoção. Fica contagiada com o novo país muito diferente do que foi obrigada a deixar. E se homenageia, “Eu sou aquilo que queria ser”.

O documentário estreou na quinta-feira.   

Veja o trailer.

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