VIVA O VINIL! “MONARCO – TERREIRO”

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Relíquia! Pérola preciosíssima! Diamante rublo! Fulgurante obra do samba de quintal, becos, ruas, rodas e senzalas! Monarco e seu Terreiro. Um presentíssimo aos vinilesquizofílico. E mais, com a participação afinadíssima e originalíssima Velha Guarda da Portela. É mole, mano? Coisa de doido.

A bolacha crioula foi gravada no ano de 1980, pelo Estúdio Eldorado, uma produtora nos moldes dos trabalhos independentes. E advinha quem assina os arranjos e regência? Acertou! João de Aquino.

Saca quem compõe a Velha Guarda da Portela. Alberto Lonato, Alvaiade, Argemiro, Casquinha, Chico Santana e Manacea. Pastoras: Doca e Eunice e Djanira, do Império. Loma, Cacilda, Nadinho da Ilha, Testa, Mauro e Cebolinha. Meu, são vozes de anjos!

Agora saca os músicos que tocaram no Terreiro. Cabelhinho – Surdo, agogô e tamborim. Carlinhos – Tumbadora. Doutor – Repique de mão. Fernando – Tamborim. Gordinho – Surdo e tamborim. Lula – Tamborim, zanzá, reco-reco e triângulo. Marçal – Tamborim e cuíca. Mauro – Cavaquinho. Testa – Pabdeiro. Valmar – Cavaquinho. Walter – Violão de 7 cordas e bandolim. Só fera, meu! É de tirar os esquelo da passividade.

Direção de Produção- Homero Ferreira. Coordenação Artística – Aluízio Falcão.

Muito bem. Agora leiam a apresentação do histórico Vinil feita por Homero Ferreira.P1000519 P1000520

“Com o devido respeito, este disco pretende captar um pouco do clima do terreiro em Oswaldo Cruz, onde alguns dos velhos compositores da Escola de Samba Portela costumam se reunir para cantar os seus sambas. São antigos companheiros, compadres, parceiros, dos que fundaram em 1926, naquele subúrbio carioca, o Conjunto Carnavalesco Escola de Samba Oswaldo Cruz: Antônio Caetano, Antônio Rufino dos Reis e o lendário Paulo Benjamim de Oliveira. Muitos deles fizeram parte do núcleo original da Escola e em vários carnavais foram deles os sambas com que a Portela desceu à cidade.

Monarco juntou-se a eles em 1952 e aos 46 anos é o caçula do grupo. Convidado pelo Estúdio Eldorado para gravar um disco seu, ele quis que fosse assim.Com músicas para fazer mais de um LP, preferiu ceder metade de seudisco para s composições dos velhos companheiros: Paulo, Caetano, Rufino, Mijinha, Alcides Lopes, o malandro histórico; Alvarenga, num samba cuja segunda parte andava esquecida e foi lembrada pelo filho Altair; Josias, Pernambuco, Chatim e Hortênsio Rocha, que morreu no anonimato e que poucos reconhecem sob o H. Rocha na autoria do “Diz Que Fui Por Aí”; Doca, a dona do terreiro; e, numa homenagem à Mangueira, mestre Cartola, num samba sem segunda parte, feito em 32 e que até hoje não estava editado.

Este disco é dedicado pelo Monarco e o Antônio Rufino dos Reis – Seu Rufino, sócio n°1 da Portela, depois da morte de Paulo, e uma espécie de patriarca da comunidade – e ao sei inesquecível amigo Juarez Barroso, de quem procurou-se seguir uma antiga, óbvia, e nem por isso menos sábia recomendação: “Compadre Monarco,… se não confeitarem tua voz com clarinadas, violinadas e gastas dissonâncias violonísticas, o pessoal vai sentir o que é samba”

Homero Ferreira

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LADO – A

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Homenagem à Velha Guarda/Temporal, Mulher Vai Procurar Teu Dono, Caco Velho e Serei Teu Ioiô/Sofres Por quereres Liberdade/Estácio de Sá, Glória do Samba/Conselho de Vadio e Feliz Eu Vivo no Morro.

LADO – B

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Silenciar a Mangueira/Você Pensa Que Eu me Apaixonei/Chuva/Proposta Amorosa/Falsa Recompensa e Passado de Glória.

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