IN DRAMA III

CASA FRANÇA BRASIL

Tudo começou há três anos quando a cinegrafista e diretora de teatro, Christiane Jatahy, apanhando a literatura e as exposições em cartaz no espaço Casa-França-Brasil, concebeu o In Drama. Agora, já em sua terceira edição o In Drama, exibe 26 Poetas Hoje, organizado pela professora Heloisa Buarque de Hollanda, e publicado em 1975, com obras de artistas malditos, ou marinais, que tentavam existir como artistas apesar da dura ditadura. São obras inéditas de artistas da dança e do teatro.

O coletivo Pequena Orquestra, com a obra Moradores da Cidade Vazia, que conta com três personagens, um ladrão, uma idosa e um policial, foi responsável pela abertura da 3ª Edição da In Dança que segue com a exposição Histórias Frias e Chapas Quentes, dos artistas plásticos Dias&Riedweg, que fica em cartaz até domingo, dia 30.

A Geração Mimeógrafo, artistas que durante a ditadura imprimiam suas poesias em mimeógrafos e distribuíam de forma clandestina nos bares, botecos e lugares menos visados, também se fará presente mostrando a produção de 1970. Participaram desse movimento – que ocorreu em algumas partes do Brasil – grandes personagens que hoje são conhecidas em todo o Brasil, apesar de alguns já terem falecidos.

Entre muitas, as malditas feras são: Antônio Carlos Secchin, Francisco Alvim, Roberto Piva, José Carlos Capinam, Chacal, Geraldo Carneiro, Roberto Schwarcz, Ana Cristina, Torquato Neto, Cacaso e Waly Salomão, os quatro últimos, já falecidos.

“Quando fomos chamados para fazer parte do In Drama, decidimos não partir para uma reprodução ou leitura cênica das obras apresentadas como base da criação. Por isso, criamos uma obra nova, que comporta conceitos de nossos trabalhos anteriores”,  disse Michel Blois, ator do espetáculo Pequena Orquestra.        

A Casa-França-Brasil, em sua arquitetura, foi construída pelo arquiteto francês Grandjean de Montigny, que fazia parte da missão artística trazida ao Brasil por D. João VI e que em 1938, depois foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Depois, quando o secretário de Cultura do Rio de Janeiro era o antropólogo e educador Darci Ribeiro, foi recuperado e passou a ser um espaço cultural.

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