EXPOSIÇÃO PRESEPE DI CARTA

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No século XVIII era comum, artesãos, movidos pelo espírito cristão, ou, propriamente, o Nascimento de Jesus, produzirem cenas do Natal com os personagens natalinos de barro, madeira e gesso. Material tido como pobre. Essa produção reunida pelo imaginário-sacro-coletivo, em forma de Natal, passou a ser chamada de Presepe Di Carta.

Na época não era cobiçada e nem prestigiada. Um exemplo nos vem da Áustria com o imperador Joseph II, por motivos políticos contra a igreja, desestimulou a montagem tridimensional dos presépios, o que obrigou os artesãos procurarem o papel, como alternativa. Mas com o passar do tempo foi se constituindo em corpus, necessários e importantes historicamente. Foi nesse transcurso que o colecionador Celso Battistini Castro Rosa, concebeu o seu Presepe Di Carta composto de 150 peças que agora se encontra em exposição no Museu de Arte Sacra de São Paulo.   

A criação da litografia, no século XIX, permitiu a produção maior dos presépios de papel, o que permitiu a multiplicação de cópias. No momento a comunidade de Wissenbourg, na França, é a maior produtora desses sacros-objetos-natalinos.

“As saudações que fazia pelos correios, os tradicionais cartões de Natal, eram manuscritos e os presépios começaram a funcionar como cartões.

O aspecto curiosos é a multiplicação iconográfica”, disse Osley José Viaro, curador da exposição.  

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