“O SENHOR DO LABIRINTO”, DO CINEGRAFISTA PERNAMBUCANO, GERALDO MOTTA, ESTREIA

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O Senhor do Labirinto, longa-metragem do cinegrafista pernambucano Geraldo Motta que estreia hoje, dia 11, tematiza a vida de Arthur Bispo do Rosário que nasceu no ano de 1909, no município de Japaratuba, no estado de Sergipe. O filme tem como suporte o livro de Luciana Hidalgo, Arthur Bispo de Rosário – O Senhor do Labirinto.

Arthur Bispo do Rosário foi marinheiro, pugilista, funcionário da Light, lavador de bonde, borracheiro até que sofreu um acidente na empresa que trabalhava e foi defendido pelo advogado Humberto Magalhães Leoni, que o levou para casa para realizar trabalhos domésticos.

Todavia, no dia 22 de dezembro de 1938 sofreu um surto e passou a verbalizar temas místicos e alucinatórios. A partir do surto foi internado na Colônia Psiquiátrica Juliano Moreira, no Rio de Janeiro. Foram 50 anos de confinamento. Bispo do Rosário fantasiava que era Jesus Cristo.

Diagnosticado pela psiquiatria dogmática como esquizofrênico com delírios esquizo-paranoide, as autoridades da saúde o estigmatizava com manias delirantes. Na verdade, ele só encontrou outra forma de existir. Daí suas produções artísticas celebradas e respeitadas em todo o mundo. Sua primeira grande obra foi transformar seu quarto em um castelo, onde criava seus mantos bordados e assemblages, todos coloridas e bem confeccionados. Só no ano de 1989 que seus trabalhos formam exibidos ao público em uma exposição no Parque Lage.   

Depois de sua morte todo seu trabalho foi tombado e transformado em patrimônio histórico pelo Instituto Estadual de Patrimônio Artístico e Cultural do Rio de Janeiro. O filme em si, trata precipuamente da relação de Arthur Bispo do Rosário personificado pelo ator Flávio Bauraqui, com o guarda Wanderley, personoficado pelo ator Irandhir Santos, com a psicóloga estagiária, interpretada pela atriz, Maria Flor.fb72f2f0-80f0-4afa-8224-f1b5890bb91f

O filme que é constituído em 80 minutos, além de contar com o roteiro de Geraldo Motta e Luciana Hidalgo, conta com a trilha sonora riquíssima composta pelo não menos talentoso músico, Egberto Gismonti. Um trabalho importantíssimo para os cinéfilos e para todos que estão envolvidos com a questão da saúde mental. Principalmente os que lutam pela desinstitucionalização das enfermidades mentais. Os seguidores, ou não, de Basaglia criador do Movimento da Psiquiatria Democrática, a luta antimanicomial. 

 Veja ao trailer.

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