IDA”, CINEMA DE PAWEL PAWLIKOWSKI MOSTRA O NAZISMO E O STALINISMO NA POLÔNIA

528acfe5-4c77-4a1b-af09-8105f27ada3aIda. O público pode escolher entre uma percepção e um entendimento freudiano e político ou, simplesmente, um dos dois, porque a trama do cinema de Pawel Pawlikowski faz esses percursos que marcam a história.

A personagem Ida, interpretada pela atriz Agata Trzebuchowska, encontra-se preste a realizar seu voto religioso como freira, mas antes vai conhecer sua tia Wanda, protagonizada pela atriz Agata Kulesza.

Durante o encontro, Wanda conta à sobrinha um segredo antigo que ela não conhecia: seu nome não é Anna, mas Ida. O nome havia sido trocado, porque ela era judia. Um recurso que seus pais, ao a entregarem a um convento, usaram para que ela não fosse perseguida pelo nazismo na Polônia.

É nessa rede de construções históricas que desfilam os códigos dominantes do nazismo e o stalinismo que o cinema Ida, se movimenta. Uma construção de identidade da personagem e de seus pais que ela nada sabia de seus passados. Um forte componente freudiano como produção de identidade do eu da personagem que até então acreditava que os fundamentos de sua escolha religiosa católica vinham de outra fonte.

Seu encontro com sua tia desdobre outras intenções e objetivos. Na passagem-construtora de sua nova existência, Anna-Ida, encontra um homem a quem ama, e experimenta outras realidades que antes não experimentara. É que um novo mundo vai se configurando ao seu redor como história passada e presente-futurável.

Como muitos já sabem, a segunda guerra mundial foi estruturada em três estratos ideológicos: capitalismo, nazifascismo e comunismo. A Polônia era um país pró-comunista, mas com a guerra foi submetida às forças nazifascistas. Entretanto, havia uma resistência religiosa católica que embora aparentemente esfacelada, mantinha-se em atuação. Como região, a Polônia era de interesse das três ideologias. Essa uma das percepções e entendimentos políticos do cinema, Ida.

Como é possível entender, não é cinema para disputar Oscar, mas seu diretor inscreveu-o para disputar o concurso fílmico-capitalista-comercial em sua edição de 2015. Compreende-se que ele sabe de sua obra, mas não demonstra saber do endereçamento real do público ao qual ela deve chegar.

Veja o trailer.

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