“O ESPÍRITO DO CARNAVAL É O FOLIÃO IR PARA RUA BRINCAR”, DIZ BRINCANTE QUE PROTESTA CONTRA AS REGRAS IMPOSTAS NO RIO

942335-carnavalA Praça XV, no centro do Rio, foi o palco onde foliões realizaram o primeiro grito de carnaval não oficial da cidade. O evento foi uma forma de protestar contra as imposições das autoridades contra as excessivas regras para que os blocos desfilem nas ruas. Um fato risível, visto que a festa difere profundamente da linguagem e da prática burocrática das prefeituras. Que o diga Dionísio, pai-avô do carnaval que tem sua primeira potência revolucionária da Grécia agrária, com as festas de imolação de Tragos, o bode.

“O carnaval vem sofrendo uma interferência muito grande da prefeitura, em termos de regras. A gente entende a festa como algo que surge de forma espontânea, porque o povo vai para a rua e faz o carnaval. Essa coisa de o bloco tem que nascer no papel seis meses antes de ira para a rua é algo que não aceitamos.

Nós do Boi Tolo não somos legalizados, não pedimos autorização, o nosso carnaval acontece. O espírito do carnaval é o folião ir para rua brincar. Não precisa da tutela de ninguém. Alvará e carnaval são coisas que não combinam”, disse Luiz Otávio Almeida, participante-brincante do Bloco Boi Tolo.

942340-carnaval_6Para convocar os brincantes que têm a mesma opinião, os blocos usaram a internet e publicaram um texto sobre o tema. Foram ao todo sete blocos que realizaram o protesto contra as regras impostas pela prefeitura do Rio para os mesmo tenham direito de usar a rua.

“Se por um lado vemos crescer o brincar espontâneo e a ocupação da cidade consciente e irreverente, livre de amaras, horários e cordas, por outro o mercantilismo avança e ameaça a essência da festa”, diz trecho da nota.

O certo mesmo é que ninguém prende Dionísio e seus rebentos brincantes como sátiros, silenos e outros. Dionísio como liberdade fez sair de seu corpus-movente como criador-festivo a filosofia que é uma festa, que vai muito além das regras cerceadoras das manifestações humanas. Daí o fundamental encadeamento de potência entre o carnaval e a filosofia. Daí a impotência das regras-burocráticas.

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