O FILÓSOFO NIETZSCHE MOSTRA A VONTADE DE POTÊNCIA NA EXISTÊNCIA COMO ARTE E NA OBRA DE ARTE

nietzscheO filósofo alemão do Eterno Retorno e Vontade de Potência, Nietzsche, nos mostra, no aforismo número 174, Contra a Arte das Obras de Arte, de seu livro Humano Demasiado Humano II, o sentido ontológico da existência como arte e da obra de arte como excedente das potências embelezadora da existência.

Então, ele nos leva a inferência de que preciso que a existência seja vida para que a obra de arte cumpra nada mais do que a tarefa de afirmação dessa existência.

Vamos nessa estética comprometedora que nos leva a entender o quanto é necessário embelezar o mundo tornando-o agradável.

Para ficar mais filosoficamente potenciado vamos dividir o aforismo em três partes que na verdade é apenas uma.

       I –   “Contra a Arte das Obras de Arte. – A arte deve, sobretudo e principalmente, embelezar a vida, ou seja, tornar a nós mesmos suportáveis e, se possível, agradáveis para os outros: com essa tarefa diante de si, ela nos modera e nos contém, cria formas de trato, vincula os não-educados a leis de decoro, limpeza, cortesia, do falar e calar no momento certo.

              Depois a arte deve ocultar ou reinterpretar tudo que é feio, o que é doloroso, horroroso, nojento, que, apesar de todos os esforços, sempre tornar a irromper, em conformidade com a origem da natureza humana: deve assim proceder, em particular, no tocante às paixões e angústias de dores psíquicas, e no que é inevitavelmente ou insuperavelmente feio deve fazer com que transpareça o significativo.

      II – Após essa grande, imensa tarefa da arte, o que se chama propriamente arte, a das obras de arte, não é mais que um apêndice: um homem que sente em si um excedente de tais forças embelezadoras, ocultadoras e reinterpretantes procurará, enfim, desafogar esse excedente em obras de arte; assim também fará, em circunstâncias especiais, todo um povo.

      III – Mas agora iniciamos a arte geralmente pelo final, agarramo-nos à sua cauda e pensamos que a arte das obras de arte é o verdadeiro, que a partir dela a vida deve ser melhorada e transformada – tolos que somos! Se damos início a refeição pela sobremesa e saboreamos doce após doce, não surpreende que arruinemos o estômago e até mesmo o apetite para o bom, substancial, nutritivo alimento que nos oferece a arte!”

Com esse aforismo Nietzsche, desvanece com os passivos impostores que não acreditam no comprometimento da existência. E que a arte serve para embelezar o mundo caótico, sem perceber que o caótico do mundo é ausência de existência com arte. Nietsche também desilude os que acreditam em uma expressão confundida com obra de arte propagada pelos meios de comunicação de massa. Pior! Ele diz que uma existência que não é arte não pode criar obra de arte. Esse Nietsche.

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