DIONÍSIO CONCLAMA OS LIVRES: É CARNAVAL, É CARNAVAL, VAMOS EMBORA PESSOAL! AS DIREITAS NÃO BRINCAM, SÃO ESCRAVAS

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Dionísio mandou soltar os sátiros e as ninfas! Então, o que estamos esperando? Vamos à embriaguez-criadora que é o carnaval, enquanto a carne não vai. A dogmática diz: carnaval é a carne vai. Mas a carne é o abrigo, ou morada, da sensualidade. Sem carne não há sensibilidade, e não havendo sensibilidade não há conhecimento. E não havendo conhecimento não há festa. Ainda mais, festa dionisíaca.

carna 003Dizem os empiristas: nada existe na mente sem que antes tenha passado pelos sentidos. O que significa que as representações-imagéticas do mundo humano são produzidas primeiramente pelos sentidos. Uma imagem alegre ou uma imagem triste tem seu nascedouro na sensibilidade. Os significados alegres e tristes já são produtos da cognição.

Daí que o carnaval, com a carne bem disposta-sensivelmente, é um reflexo epistemológico da sensibilidade. A embriaguez ou estado euforizante que proporciona a festa dionisíaca é um movimento-vital da poiesis e da práxis. Daí o carnaval ser uma manifestação poiética e produtiva. A liberação que ele proporciona é uma forma geral de revitalização da vida como consagração do existir. Já dizia o filósofo Nietzsche, um filho de Dionísio.

car 001Não é por acaso que não só a estética-trágica saiu de Dionísio como também a filosofia. Ambas exaltam a vida como processual continuou como diziam os gregos como Heráclito. Quando Nietzsche afirma que não acredita em um deus que não dance ele afirma que a vida é uma festa. Como a filosofia é uma festa comunitária.

Apesar da Igreja Católica, ter usado elementos dionisíacos, como a celebração da missa, a estética-teatral, mesmo considerando o teatro uma arte profana-pagã, e os pensamentos filosóficos de Platão e Aristóteles para estruturação de sua dogmática, entretanto ela não teve a sinceridade de deixar o carnaval em seu devir-natural. Para isso aplicou a pena do castigo e da condenação aos foliões que fazem uso de suas sensibilidades como corpus de produção do movimento-vital. Crasso erro!

O carnaval como emanação dionisíaca, movimenta-se, em seus primórdios, como festa agrária da coleta da uva, depois transformada em vinho. O néctar dos deuses. De onde nasce o conceito-natural de cultura: colere, o que cria-vida. Cultura, fazer brotar a vida. Nada a ver com dogmática. Dai que brincar o carnaval significa tomar parte em uma festa coletiva pulsante da vida. Nada que as direitas, como escravas da negação da vida, o existir-reativo, possa vivenciar.  Nelas não há cultua a vida, mas sim tânatos, a morte. Basta observar o comportamento paranoico delas perpetrando trapaças e conspirações contra a democracia brasileira.  

carna 002Daí que não se pode descarnar a vida, mesmo pela força da dogmática. Então, o devir é carnavalesco! Não há “pecado” principalmente abaixo do equador, como diz Chico Buarque. Vamos fazer um frevo rasgado que ninguém é de ferro.

Vamos nessa que o carnaval com seu espírito dionisíaco-comunitário é uma festa-política! Uma festa democrática! Para quem a existência é um espírito filosófico e uma concepção estética, sempre é carnaval! Por isso, vamos embora pessoal!    

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