MÊS DO HIP HOP: DE LAS CALLES PARA AS RUAS

1362b8d3-dbaf-459d-8626-7159e8423a7cA cidade de São Paulo tem o mês de março como o mês do hip-hop, por tal até o dia 28 desse mês estará sendo realizado o evento promovido pelas secretarias municipais de Cultura, Educação Promoção de Igualdade Racial e o Movimento Hip Hop, Mês do Hip Hop: De Las Calles Para as Ruas.

O festival que tem o cunho internacional de distribui com apresentações de freestyle, danças, rimas, grafite, sessões de bate papo, oficinas tratando dos elementos DJ, Mc, grafite e break que se materializarão em 40 Centros Educacionais Unificados (CEUs). Nas sextas-feiras, os Polos, espaços para reunião de discussões, ocorrerão às mesas redondas com o tema Genocídio contra a Juventude Preta, Pobre e Periférica.

O mês do Hip Hop tem como principal objetivo fortalecer o pertencimento cultural periférico da cidade. É o que defende um dos idealizadores, jornalista André Luiz, o Rapper Pirata.

“A semana do Hip Hop já é uma lei na cidade de São Paulo. O Fórum Hip Hop MSP dialoga com o poder público para sua efetivação. Trata-se de um patrimônio cultural da cidade e é preciso investir nesse bem cultural imaterial e político que é o movimento hip hop.

Temos números assustadores de 5 mil mortos por ano somente no estado de São Paulo. Uma violência propagada por políticas públicas de segurança, com seus carros pretos e motoqueiros que são verdadeiros esquadrões da morte. Ela estereotipa o jovem preto pobre e periférico como perigo para a sociedade. Com isso a sociedade normaliza essa violência contra os moradores da periferia. O hip hop torna-se a mídia par alertar a população de como se dá o racismo institucional do estado”, analisou André.

Como o festival homenageia personagens que se encontram na essência do hip-hop como Zapata, Frida Khalo, Simon Bolívar, Dina Di, Milton Santos, Paulo Freire, Sabotage, Zumbi dos Palmares, entre outros, este ano vai homenagear Abdias do Nascimento e a princesa Aqualtune, do Congo.

“Abdias foi uma liderança do movimento negro que sempre lutou contra o racismo no país. Ele traz à tona a analise do tema genocídio por perceber que o estado brasileiro utiliza sua força para manter os pretos pobres. Já a rainha Aqualtune foi uma mulher guerreira no continente africano. Quando veio ao Brasil, na situação de escrava, se libertou e foi para Palmares. Lá, ela lutou pelas vidas dos pretos e do movimento hip hop por serem lideranças que não aparecem nos livros brancos das escolas”, observou  André.

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