VIVA O VINIL! CARLOS PITA – ÁGUAS DO SÃO FRANCISCO

P1010087Carlos Pita é um poeta regional. Um poeta que poetisa a terra, o índio, o negro, os pássaros – “ante do avião o índio já voava com seu pássaro no coração” -, a floresta, os rios… Carlos Pita é poeta, compositor e cantor. Ou como diz Xangai, um cantador.

P1010090 P1010092Estamos em 1979, vinilesquizofílicos! A bolacha-crioula: Águas de São Francisco, se movimenta entre os entes e os seres naturais. Há lendas, mas há o homem real em sua jornada cotidiana. Carlos Pita faz a fluência dos sinais culturais da região.

P1010093Na criação da bolacha-crioula, joia raríssima, o poeta das águas de São Francisco, compõem com o Grupo Bendego, Gereba e Capenga, o talentoso do engajado, Dércio Marques, que realizou um belo trabalho na Marcus Pereira, a sensibilíssima Roze e Oswaldinho do acordeão, entre outros ilustres, sob a batuta do Maestro A e direção artística e produção de Luiz Mocarzel. Todos no Estúdio Chantecler, a gravadora do galinho madrugador.

P1010091Leiamos o que Carlos Pita diz sobre a bolacha-crioula raríssima-joia.

“As histórias aqui contadas fazem parte de uma vivência que começou num colo de mãe.

Aos meus pais, Otto e Joana Maria de Lourdes, minha irmã Tufinha, Katia Mria Bastos, companheira de vida e andanças.

Este trabalho é dedicado a Fernando José de Magalhães Lona, este sertão – homem que a mão de Desu levou. Elomar Figueira Mello, Roze, Dercio Marques, João Américo Bezerra e a todas pessoas que conseguiram com a sua força de viver realizar este trabalho, assim também como a gente, a magia e as águas do São Francisco, as expressões do amor que fazem estas cantigas”.

Carlos Pita

P1010094 P1010095Apresentação no Encarte

“É bom sonhar com Carlos Pita, deixar-se envolver por seu lirismo simples, ouvir seus lamentos suaves, ficar de olhos fechados e não sentir o tempo passar. Quando a gente se dá conta, está longe, já percorreu muitos anos e quilômetros na história e na geografia do Brasil. Estabelece-se contato com os índios, os negros, os caiçaras, os violeiros, admira-se a mulher brasileira, as mais variadas paisagens.

Carlos Pita é um romântico moderno, não do tipo água-com-açúcar que se acaba assim que é “engolido”, mas do tipo que fica em seus ouvidos e marca sua presença ao lhe provocar uma predisposição tolerante em relação a todas as pessoas, como uma solidariedade ampla, já que “amar nunca faz mal…””. 

Desenho da Capa: Juraci Dórea.

Artes, Encarte e Contracapa: Trinkão.

Produção gráfica e diagramação: Antônio Luiz.

Fotos: Juraci Dórea, Luiz A. Dos reis e Oswaldo Micheloni.

LADO – A

P1010097O Reino das Águas Barrentas e o Desafio do Amor/A História do Cavaleiro Enluarado com a Donzela do Bem Amar/A História do Cavaleiro de Couro e Corda com a Dama dos Rasos de Seca/A História do Cavaleiro Sertanejo com a Princesa do Clarear/O Romance do Rei do Ensolarar com a Bela das Rendas de Lua/A Princesa do Agreste e o Cantador do Elo ao Mar (Homenagem a Elomar Figueira).

LADO – B

P1010096O Arco-Íris Trovejou/A História dos Quatro Reinos Desparecidos e os Guerreiros do Mal Viver/Princesa Sertaneja/A Rainha do Trançar e o Violeiro dos Esqueces/A História da Princesa das Candeias de Amor com o Cego do Alumiar/O Príncipe das Verdejanças e o Amor do Verdejar.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: