ARANDU ETE, DOCUMENTÁRIO DO CONEGRAFISTA GUARANI, LUCAS BENITES

005cineastaO público que foi ontem ao Museu do Índio, no Rio de Janeiro, teve oportunidade de assistir o documentário inédito Arandu Ete, do cinegrafista Guarani, Lucas Benites, como uma das atrações da passagem do Dia do Índio. Deixando de lado, um pouco, a atração cinematográfica, não devemos esquecer que quanto à comemoração do Dia do índio, índio não é objeto para ter dia. Aliás, índio não é nem índio. A palavra índio é uma sobrecodificação semiótica imposta pelos europeus como forma de violência cultural contra o habitante da floresta que diante de toda essa atrocidade tenta diminuir as consequências da violência para poder viver em seus direitos.

Seguindo com a atração de Lucas Benites. Na língua Guarani, Arandu Ete, significa sabedoria milenar. O filme narra o ritual de batismo das crianças Guarani Mbyá, que ocorre entre os meses de janeiro e dezembro quando as elas recebem os nomes que correspondem aptidões e fraquezas para a vida, além de servirem de protetores contra possíveis males.

Em seus 30 minutos, o documentário também apresenta o batismo de alguns vegetais como o milho e erva-mate. Nara, também, as relações nas casas, a reza, a prática da caça e a fabricação de armadilhas. Lucas Benites que mora na aldeia Sapukai, em Angra dos Reis, tem mais de 38 mil horas gravadas sobre o tema da cultura indígena. Ele produziu, em 2014, o documentário que trata da arte indígena, Mbyá Rembiapo, e posteriormente uma película sobre o intercâmbio Cultural Guarani, Argentina, Paraguai e Brasil.    

“Ser documentarista valoriza a cultura indígena nos aspectos que são realmente importantes para os índios.

Pretendo fazer vários pequenos filmes, de 15 e 20 minutos, par aproveitar as imagens que tenho”, disse Lucas Benites.

José Carlos Levinho, diretor do Museu do Índio, falou sobre o cinema de Benites como também a política da instituição em relação à cultura indígena.

 “Para filme de Lucas Benites é isso: resultado do diálogo dentro da comunidade, sob a visão do mundo dele que é completamente diferente da minha, por exemplo.

Os Kaiapó, que têm complexidade enorme nos rituais, registram tudo que acontece na aldeia. Já os guarani, registram a fala, o discurso, que, para eles é algo que merece atenção especial, não o cotidiano”, observou Levinho. 

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