EXPOSIÇÃO TARSILA E MULHERES MODERNAS NO RIO

 

f5ae2f9b-9d64-4fca-ab6c-c91eb2fa7dc2Até o dia 20 de setembro, o Museu de Arte do Rio (MAR) estará exibindo a Exposição Tarsila e Mulheres Modernas no Rio. Trata-se de uma mostra em que aparecem trabalhos variados de mulheres que tiveram e tem participação decisiva na sociedade moderna. São mulheres que jogaram fora as imposições machistas e se colocaram em posição produtiva. Ato que se espera de todas as mulheres. O mundo não é dividido pela predominância de um gênero no modo em que Freud diz, elevando a condição do homem, que só existe um sexo: o masculino. Esquecendo que é pela mulher que o homem se torna homem, como diz Marx.

A exposição é composta de todas as formas de expressões culturais e artísticas que as mulheres produzem. Cinema, teatro, música, dança, pintura, arquitetura, escultura, política, esportes, religião, etc. Tudo mostrado em mais de 200 peças de fotografias, documentos, desenhos, instalações, gravuras, esculturas, audiovisuais e objetos pessoas.

A mostra tem o nome de Tarsila Amaral, que participa com 25 quadros e dez desenhos, porque ela não é apenas uma pintora que pertenceu a movimento modernista brasileiro junto com grandes e expoentes nomes da arte do país, mas, também, por se tratar de uma mulher que em sua época representou a luta pelos direitos femininos. Uma luta de liberdade e igualdade sem fronteiras.

TarsilaAlém de sua presença exponencial na exposição, ela é acompanha pelas não menos engajadas artistas como Djanira, Maria Helena Vieira da Silva, Lygia Pape, Maria Martins, Zélia Salgado, Lygia Clark e Anita Malfatti. Comparecem também Chiquinha Gonzaga, Clarice Lispector e Leila Diniz, Luz Del Fuego, Gabrile Leite, que criou a Daspu, uma marca para as prostitutas expressarem que se vestem melhor do as que se vestem pela Daslu. E mais: as pinturas com imagens de mulheres criadas pelo pintor do século XIX, Debret.

‘A mulher não contribuiu para a arte brasileira – constitui-a, pois contribuição só sugere adesão a um processo dirigido por homens. Ela deu chaves estéticas ao Brasil, e no Rio de Janeiro, impôs ações decisivas”, disse um dos curadores da mostra, Paulo Herkenhoff.

Já para Marcelo Campos, outro curador da exposição, Tarsila, como mulher, teve atuação além do campo da pintura.

 “É a primeira vez que Tarsila é contextualizada para além do campo das artes, abordando também o período pelo qual o país passava de lutas pelos direitos das mulheres que assumiam seu papel na sociedade, seus corpos e desejos”, afirmou Marcelo.   

Participam também na exposição como curadoras, Hecilda Fadel e Nataraj Trinta.

Vivenciar a exposição é poder visibilizar ideias e corpos ainda muito circulando na zona escura, como diria o filósofo Leibniz.

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