UM PASSEIO ESQUIZO COM NIETZSCHE E SEUS FILÓSOFOS TOCANDO DE LEVE NOS RESSENTIDOS DA “VIDA ETERNA”

friedrich nietzsche german philosophy philosopher zaratrustaNegar a vida é profissão de fé dos ressentidos, das más consciências e dos ascéticos que formam o mundo burguês-capitalista. Negar a vida como sujeito-sujeitado do acúmulo de capital em suas formas variadas de ressentimentos: vaidade, orgulho, ambição, hipocrisia, covardia, medo, inveja, ódio, intolerância, estupidez, brutalidade, tec. Tudo exemplificado como ponto-molar paranoico.

Exaltar a vida é movimento contínuo de vivificação do existir ontologicamente. Passeio esquizo que raspa pacientemente o muro que mostra Van Goh. Fazer linhas de cortes, deslocamentos, descodificar, pegar outro rumo sem deixar rastro. Esquizofrenia como processo e não entidade clínica. Ser criativo-ativo como processual de mudança. Transposição dos nomes política, estética e ética. Desloca-se nos filósofos Deleuze e Guattari rizomaticamente nos aforismos do filósofo Nietsche.

Ativar a vida para não culpar o viver. Esse o passeio que Nietzsche nos desloca junto aos seus filósofos tocando de leve nos ressentidos da “vida eterna”. Basta apenas saltar com o último aforismo 408, Descida ao Hades, do segundo volume de sua obra de “cura” Humano, Demasiado Humano, primeira parte, Opiniões e Sentenças Diversas. Tendo como segunda parte da obra O Andarilho e Sua Sombra.

“Descida ao Hades – Também eu estive no mundo inferior, como Ulisses, e frequentemente para lá voltarei; e não somente carneiros sacrifiquei, para poder falar com alguns mortos: para isso não poupei meu próprio sangue. Quatro foram os pares de mortos que não se furtaram a mim, o sacrificante: Epicuro e Montaigne, Goethe e Spinoza, Platão e Rousseau, Pascal e Schopenhauer. Com esses devo discutir quando tiver longamente caminhado a sós, a partir deles quero ter razão ou não, a eles desejarei escutar, quando derem ou negarem razão uns aos outros. O que quer que eu diga, decida, cogite, para mim e para os outros: nesses oito fixarei o olhar, e verei seus olhos em mim fixados. – Que os vivos me perdoem se às vezes me parecem sombras, tão pálidos e aborrecidos, tão inquietos e oh! tão ávidos de vida: enquanto aqueles me parecem tão vivos, como se agora, depois da morte, não pudessem jamais se cansar de viver. Mas o que conta é a eterna vivacidade: que importa a “vida eterna” ou mesmo a vida!”

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: