MOSTRA FOTOGRÁFICA: “ASSISTÊNCIA À SAÚDE EM PERIGO – LÍBIA E SOMÁLIA NO OLHAR DE ANDRÉ LIOHN”

929183-andre fotografo cruz vermelha_270 fotos tiradas em hospitais ameaçados e nas linhas de combates entre os anos de 2010 e 2013, principalmente na Líbia e na Somália, compõem a mostra fotográfica Assistência à Saúde em Perigo – Líbia e Somália no Olhar de André Liohn que está sendo realiza na Biblioteca do Parque Villa Lobo, em São Paulo. A mostra faz parte do projeto do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV): Assistência à Saúde em Perigo.

Durante esse período o fotógrafo André Liohn presenciou as atrocidades, as mortes e as apreensões dos trabalhadores da saúde nesses territórios de guerra e fotografou alguns desses momentos angustiantes e o desespero desses profissionais em que alguns perderam a vida.

O olhar-fotográfico de André mostra como é perigoso trabalhar como agente de saúde nesses territórios em guerra, visto que as armas não atingem apenas quem ataca e se defende, mas também quem trabalha na proteção e tratamentos dos feridos que nem sempre são combatentes. São profissionais e civis que vivem sob constantes ameaças.

929185-andre fotografo cruz vermelha_6André contou qual era o ambiente momento antes que uma bomba foi lançada matando dois jornalistas no local.

“Omar não queria pegar em armas, porque ele tinha medo. Mas ele queria participar de alguma forma, então começou a dirigir a ambulância, resgatando vítimas do conflito.

Aqui era um momento em que estávamos esperando algum ferido, a situação era sempre de tensão, aqui Omar estar bastante abatido, na espera do próximo paciente que eles teriam que resgatar”, contou André.

Depois ele contou outro episódio mostrando a foto de um motorista que morreu em um atendado.

“O grupo que foi na frente, com luzes apagadas, foi bombardeado por um avião da Otan, eu não sei de qual país. Eu estava nessa ambulância de trás com luzes acesas. Esse motorista na foto tinha entrado em uma briga quase física com o motorista da ambulância que morreu. Eles haviam discutido por ter ou não acesa. Então, naquele momento da fotografia, ele estava num choque emocional bastante forte”, narrou André.

As imagens são chocantes, mas precisam serem observadas para o público possa produzir modos de entendimentos melhores sobre as ambições que determinam as guerras totalitárias que não contam, em nenhum momento, com a vida.

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