GRUPO DE TEATRO ESPARRAMA APRESENTA: MINHOCA NA CABEÇA

6a417682-5a24-4d9a-b967-3ec09d66565cEm uma janela de um prédio em frente ao viaduto Costa e Silva, conhecido como Minhocão, em São Paulo, uma menina expressa seu desespero de nova moradora que saiu de uma cidadezinha do interior que ficou desnorteada ao chegar na metrópole antropofágica que a cada segundo – ou menos – devora seus habitantes através de seus códigos de captura como o trânsito, a violência, a falta de solidariedade, a desconfiança, o conformismo, a indiferença e a dor.

Esse agenciamento de enunciação coletiva paranoica teve tamanha dominação sobre a menina que em sua caneca nasceu uma minhoca. E ela, sem querer, ficou com essa Minhoca na Cabeça, peça encenada pelo Grupo de Teatro Esparrama que desde o ano de 2013 optou pelo teatro de rua. Uma estética-dionisíaca-urbana que atinge pedagogicamente diretamente o público livre das ruas, muito mais que os espetáculos encenados nos teatros convencionais de organismo burguês.

11391349_434515853388375_5408246176093383522_n 11407046_436036909902936_6691674302426318718_nEmbora angustiada diante da realidade antropofágica e lhe obriga a si refugiara em sua imaginação lúdica, como forma de escapar, a menina da minhoca na cabeça se alia a dois amigos Haroldo e Heraldo que tentam fazê-la sobreviver na metrópole dos horrores dela, e a única forma é ele enfrentar seus medos. Embora essa forma não mude a subjetividade capturadora da qual a metrópole é a caixa de ressonância.

“Quando propomos que o público venha até a frente de nossa janela, sente no asfalto e aprecie a arte durante 45 minutos, nós estamos propondo um novo imaginário para a cidade, propondo novas relações com a rua, discutindo a noção de pertencimento e demonstrando de forma prática que a arte sempre engloba uma dimensão política. Neste novo espetáculo quisemos tratar exatamente desta questão: o medo da cidade. A história fala de uma menina que tem vontade de ir para a rua, mas ao mesmo tempo tem medo de enfrentá-la. No fim, ela descobre quem nem todos os monstros que ela imaginou existem. Nós, enquanto população, precisamos reaprender o poder que tem a ocupação das ruas”, observou Irlei Rangel, diretor do espetáculo.

11377259_432977153542245_6541606184295482530_n 11390167_432668790239748_8123518316909971704_nO espetáculo Minhoca na Cabeça será sempre apresentado aos domingos às 10 horas a partir do dia 14 de junho até o domingo de 26 de julho. No elenco estão Gabi Zanola, Kleber Bianez, Rani Guerra e Renato Ribeiro. O texto é de Solange Dias e o Grupo Esparrama.

Talvez os filósofos Deleuze e Guattari dissessem que uma minhoca na cabeça é uma forma de variável que disjunta as forças capturadoras dos estratos como organismos, significância e sujeito do enunciado. Uma minhoca na cabeça funcionaria como um limiar: o que muda a subjetividade dominante. Cria outro percurso.

Por isso, vamos ‘esparramar’ nossas minhocas!

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