DESMILITARIZAÇÃO DA POLÍCIA E DA POLÍTICA: UMA RESPOSTA QUE VIRÁ DAS RUAS, DE GIVANILDO MANOEL E OUTROS AUTORES

ca70c321-37ea-4f8d-8819-88e2712f1a6eQue se encontra desvirtuada a função da polícia, que ela vem agindo com inconfundível violência, principalmente contra as populações mais desassistidas como os negros, que ela não reflete um comportamento institucional baseado no princípio cívico, que ela, em sua atuação, mostra o objetivo do Estado com sua política de segurança, isso a maior parte da sociedade brasileira sabe. Mas, qual seria a linha de corte dessa situação incompatível com a segurança real em sociedade? O que se pode fazer para se acreditar que é possível uma polícia verdadeiramente urbanizada e humanizada, nos princípios da alteridade, respeito e cidadania?

São questões levantadas pelo livro Desmilitarização da Polícia e da Política: Uma Resposta Que Virá das Ruas, do escritor e jornalista Givanildo Manoel junto com outros autores que pensam o tema desde as manifestações de junho de 2013 e se comprometem, pelo menos, denunciá-lo. Uma obra de forte interesse social, político e jurídico será lançada em todo o Brasil, mas com data marcada para o dia 25 de julho na Praça Benedito Calixto no projeto Autor na Praça.

De acordo com o autor, a Polícia Militar de São Paulo mata mais que todas as polícias dos Estados Unidos. Para ele o processo de criminalização só faz é aumentar a população carcerária constituída de jovens entre 18 e 29 anos moradores das periferias. Givanildo afirma também que o conceito de segurança propagado pelo o Estado não passa de uma política de repressão. Givanildo mostra no livro que a repressão é maior nas regiões periféricas e quase nenhuma nas áreas consideradas nobre como nos Jardins. O que confirma que o policiamento é classista e não comunitário. Tem forte elemento econômico herdado ainda no período da colonização do perverso capitão-do-mato.

“O Estado está construindo uma forma de funcionamento que é imprescindível a violência policial. É preciso refletir sobre a forma que se organizam as forças de repressão, que não deveriam funcionara da forma que funcionam.

A ideia para elaboração do livro surgiu após as manifestações de junho de 2013 quando houve uma exagerada violência policial. Foi o mais amplo possível. Não é um livro que tem um olhar só. É um livro muito amplo que expressa diversos olhares da violência do Estado”, expressou Givanildo Manoel.

Agora, é só espera o lançamento e cair de olhos, cognição e indignação.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: