FRANKLIN MARTINS, SINGULAR E ENGAJADO JORNALISTA, LANÇA LIVRO QUE MOSTRA QUE A MÚSICA “QUEM FOI QUE INVENTOU O BRASIL”.

e2d98028-6eec-4665-8329-01f98a409d10Franklin Martins é daqueles jornalistas singulares difícil de encontra no Brasil dominado por analfabetos-profissionais midiáticos submissos as grandes corporações da comunicação que representam e defendem o capitalismo de mercado. A ditadura da comunicação calculista que só calcula o domínio do capital sobre a informação necessária para a criação da democracia real. Entre esses corpos-monopolistas encontram-se a Rede Globo articulada com os jornais Folha de São Paulo, Estadão e o Globo, além das revistas Veja, Época e IstoÉ. Orquestra reacionária sempre em atuação prospectando o fim dos governos populares como de Lula e Dilma. Franklin Martins é odiado por essas mídias, principalmente pela Rede Globo por ser ele um defensor da democratização da comunicação tudo que a Rede Globo não quer para continuar mantendo o monopólio.

Articulista, romancista, crítico e ex-ministra das Comunicações do governo Lula, além de, no tempo da ditadura civil-militar, ter sido preso por suas posições contrarias ao regime de exceção, ele realizou um profundo estudo sobre a música brasileira que vem desde o ano 1902 até os dias atuais onde a música aparece como reflexo da realidade política do Brasil.

slideriii1-1000x500A pesquisa começou em 1997 tomando maior folego a partir de 2000. Para ele o livro é uma grande reportagem. Na verdade, um trabalho jornalístico já que o autor não é músico e muito menos historiador. Franklin Martins, todavia, afirma que foi a política quem emprestou o espírito para a criação da obra.

“Eu o definiria como uma grande reportagem. Eu não sou um musicólogo, eu não sou um historiador, não sou um especialista em música, não troco nenhum instrumento, embora goste muito de música. Fui criado num ambiente com forte presença da música. Sou filho da luta contra a ditadura militar e resistência cultural fez parte dessa luta. Na minha adolescência eu estava ouvindo samba, MPB, indo a shows.

A motivação principal, então, veio da política, não da música. Tanto que comecei a fazer isso num site sobre política, mas a música tem uma dimensão própria, que eu procurei mostrar. Ela não é mero reflexo da política, é fruto também da dinâmica da produção cultural. Não se trata de música engajada. A música brasileira geralmente não é engajada, no sentido de ser uma atividade militante, embora em alguns momentos tenha assumido essa natureza.

Ela é muito mais expressão de algo interessantíssimo: desde o início a música popular no Brasil vai se embicando no sentido de produzir uma crônica da vida brasileira. Uma crônica em todos os sentidos: cultural, comportamental, econômico e também político”, mostrou o jornalista.

O livro “Quem Foi Que Inventou o Brasil”, uma trilogia, é uma publicação da Editora Nova Fronteira. A obra possibilita ao leitor não somente entrar em contato com os movimentos musicais que marcaram épocas, mas também conhecer fatos da história brasileira que os livros escolares não mostram.

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