O ARTISTA EDUARDO KOBRA REALIZA INTERVENÇÕES EM SÃO PAULO COM SEUS MURAIS

eduardo_kobraEduardo Kobra é um artista singular. Ele, em condição itinerante, realiza várias intervenções por inúmeras cidades do mundo. Sua itinerância se compõe pelo movimento de seus murais que mostram um além do que as cidades apresentam na sua cotidianidade e que se materializa em olhar senso comum. Um senso comum que impede a observação que se esconde na objetividade estabelecida como necessária e imutável. Daí que suas intervenções através de seus murais tende a revelação de conteúdos e expressões que os olhos capturados pelo objeto estruturado deixam oculto.

Eduardo Kobra com seu projeto São Paulo: Uma Cidade Capturada procura mostrar a São Paulo oculta. Nisso a importância de suas intervenções sociais sobre a cidade levar o público a produzir reflexões sobre a metrópole. Um retrato de Oscar Niemeyer no começo da Avenida Paulista. A câmara do celular apontada para o painel. Obras de Niemeyer ocultas no retrato se mostram à tela em imagens tridimensionais.

Durante sua intervenção na Cracolandia ele expôs nove quadros com personagens que têm seus nomes ligados à paz mundial. Convidou 40 frequentadores do recinto para compor um painel. Não deu outra: o painel colaborativo tornou-se mais uma obra de intervenção. Um dos participantes foi Marcos, ex-dependente químico e ex-morador da Cracolandia e, agora, membro da equipe de Eduardo Kobra.

eduardo_kobra.jpg_2Hoje, Kobra, vai até a Favela de Paraisópolis onde mora a bailarina a adolescente Daniela Oliveira de Souza, de 14 anos, que faz parte do corpo de Ballet Paraisópolis, um projeto em que os jovens da comunidade aprendem a dançar. Kobra vai pintar um mural em homenagem a Daniela.

“Em todos os pontos da cidade, eu estou fazendo uma ação diferenciada. E estou falando muito de questões sociais da cidade, como se eu estivesse ampliando em alguns pontos a realidade da cidade de São Paulo.

Eu busco trazer um outro olhar para a arte de rua. São Paulo é uma cidade caótica, em que as pessoas estão estressadas no trânsito. Muitas vezes, a gente se preocupa com tantas coisas grandes, mas não presta atenção nos detalhes, na beleza que tem na cidade.

Mais de 40 deles participaram, pintaram juntos comigo. Muitos deles conheciam os meus murais na cidade, o que eu achei mais incrível. Muitos vieram tirar foto comigo.

O Marcos, que estava lá ontem, já foi um dependente químico. Ficou va´rios anos, inclusive no crack. E é uma artista supertalentoso, uma pessoa superboa. Mas, em algum momento da vida, se desviou, chegando àquela condição. Mas a gente percebe que através da arte, ele teve uma nova esperança, uma nova possibilidade para a vida. Ele já viajou mais de dez países comigo.

 Daniela é uma menina que está batalhando pelo sonho dela de ser artista. Ela faz ballet. É uma coisa que me interessou muito. Há mais de uma não que eu venho conversando com eles. Tem muito a ver com a minha história. Eu venho da periferia do Campo Limpo e ainda estou batalhando pelo meu espaço”, mostrou Kobra.

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