A NAÇÃO QUE NÃO ESPEROU POR DEUS, DOCUMENTÁRIO DE LÚCIA MURAT

image_large (1)Quando o branco adentrou nas terras do Brasil com seu modelo imperialista de aculturação do povo das florestas, iniciou a maior violência contra os povos habitantes desse território. Com sua semiótica arborescente que coloca o capitalismo no topo da pirâmide de valores, o território brasileiro foi devassado.

Mas não foi só o capitalismo como sistema econômico que violentou os povos das florestas, foram também os enunciados religioso, artístico, antropológico, social, etc., que serviram também de violação do que era singular e sagrado. O próprio catolicismo foi usado pelos exploradores para catequisar e dizimar os índios. O tetro de José de Anchieta foi uma forma pedagógica de colonizar os índios para que eles se tornassem defensores dos interesses dos colonos portugueses.

De lá para cá o que se tem como realidade são comunidades indígenas corrompidas em suas origens. Etnias exterminadas, culturas esfaceladas, terras apropriadas por latifundiários com representantes no Congresso Nacional como o senador Ronaldo Caiado. Todavia, algumas nações indígenas, que são minorias, ainda lutam por seus direitos para não permitirem que os latifundiários e o agronegócio se apropriem de suas terras.

Entre esses povos indígenas que lutam por seus direitos naturais e políticos, encontram-se os Kadiwéu, do Mato Grosso do Sul. Na cultura Kadiwéu uma lenda conta que Deus criou o mundo prometendo voltar no outro dia com ferramentas, mas os Kadiwéu não esperaram e começaram a trabalhar. Por essa fundamentação criativa, Deus lhe presenteou com uma imensa faixa de terra. É essa terra que eles têm defender da ganância capitalistas dos grandes proprietários.

Durante 15 anos a talentosa e engajada cinegrafista Lúcia Murat, processou a criação do documentário A Nação Que Não Esperou Por Deus que conta a história desse povo e suas transformações. A diretora de Brava Gente Brasileira esteve na aldeia nos ano de 1997.

“As reuniões que filmamos entre os Kadiwéu e os pecuaristas sobre a questão das terras e que estão apresentadas no documentário são reveladoras não somente da situação atual, mas dos preconceitos que se acumularam na história das conquistas”, observou Lúcia Murat.

Veja o trailer.

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