ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PROMOVE DEBATE SOBRE A REGULAMENTAÇÃO DA MÍDIA E A LIBERDADE DE EXPRESSÃO

947a6fe6-4d04-4df8-a725-4ff1a55bf591O Sindicato dos Jornalistas no Rio de Janeiro foi palco de um debate promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU) representada por Giancarlo Summa, diretor do Centro de Informação da ONU no Brasil com o tema regulamentação da mídia e a liberdade de expressão. O debate também contou com as presenças Edison Lanza, relator especial para a Liberdade de Expressão da Organização dos Estados Americanos (OEA) e Paula Máiran, presidenta do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro.

A realidade do monopólio das mídias no Brasil se mostra claramente através da forma como são distribuídas as verbas de publicidades para as três famílias que dominam o setor. Família Marinho, Globo, família Frias, Folha de São Paulo e família Mesquita, Estadão. Só elas abocanham 90% de toda a receita pública e privada da publicidade.

 “A liberdade de expressão é um direito humano e não significa somente ausência de censura, mas também a diversidade de ideia e jornalistas trabalhando sem ameaças econômicas ou, até mesmo, contra sua integridade física.

A América Latina tem alguns pontos incomuns, de forma geral, a mídia é muito concentrada na mão de poucas empresas, o que não é bom para a democracia”, observou Giancarlo Summa.

Para Edison Lanza, o Estado deve se comprometer com a regulamentação da mídia, mas observando sempre a preservação da liberdade de expressão. Para ele, a grande dificuldades que os governos têm com a regularização estão ligadas na relação que essas mídias monopolistas têm com os partidos políticos e seus parlamentares.

“Os governos tiveram, muito pouco êxito, em desmontar essa situação”, disse Lanza.

Para Paúla Máiran, são os interesses políticos e comerciais que norteiam a mídia corporativa.

“Um dos ingredientes que formam esse círculo vicioso é o fato de nós termos os grandes meios de comunicação com um discurso único e que é o ponto de vista dessa elite dominante. O que a população tem de informação é algo deformado para atender esses interesses”, se posicionou Paula Máiran.

Enquanto isso, em Brasília, também ontem, dia 10, foi realizado o Seminário Internacional de Regulação da Mídia e Liberdade de Expressão, patrocinado pelo coletivo Intervozes, Centro de Informação da ONU para o Brasil e a Universidade de Brasília que contou com o apoio da Fundação Ford e do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC).           

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