LAS ISOLADAS, DO ARGENTINO GUSTAVO TARETTO, O MESMO DO BUENOS AIRES NA ERA DO AMOR

ca5d88df-18fa-4198-8c24-5fabca22e14bO tema é simples, mas comprometedor. A simplicidade logo se mostra na locação da filmagem: o terraço de um edifício. Outra simplicidade: seis mulheres tomam banho de sol, em um ano da década de 90, na noite participarão de um concurso de salsa. Simplicidade envolvente: elas querem ir passar 15 dias férias em Cuba. Problema: não têm dinheiro. São profissionais que não conseguiram guardar dinheiro para realizar o desejo de tomar sol em Cuba. O bronzeamento não virá do sol de Cuba, mas do sol no terraço.

O filme, quase todo locado no terraço do edifício, é marcado pelos diálogos das três mulheres que falam sobre seus interesses, expectativas, frustrações e desejos. O comprometedor do filme se revela nos diálogos quase que distanciados da realidade que passa Argentina: crise econômica e social. O presidente é Menem.  

O filme não objetiva os fracassos e ilusões criadas pelo governo Menem, mas conduz o espectador para esse entendimento. O cinegrafista Gustavo Taretto sabe mostrar muito bem que todo fato, por pequeno que seja, ocorre em encadeamento com outros corpos. São seis mulheres mostrando temas de seus interesses, mas evidenciam a realidade que a Argentina de Menem passa.

Veja o trailer.

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