9ª EDIÇÃO DO FESTIVAL VISÕES PERIFÉRICAS MOSTRA TEMÁTICAS SOCIAIS DE SEUS MORADORES ATRAVÉS DA ESTÉTICA CINEMATOGRÁFICA

9c02fab8-717d-416e-9671-b42d2abaff33“O Visões Periféricas é o único com esse perfil no Brasil e é realizado com regularidade há quase uma década, o que não é algo trivial. Ele mostra a produção destes territórios e valoriza os realizadores, independentes de onde sejam. O nosso interesse é visibilizar uma estética viva, real e íntima das periferias e isso acaba sendo nosso diferencial”, observou o idealizador do festival, Marcio Blanco.

Pois é, o Márcio Blanco sintetizou produtivamente o que é a 9ª Edição do Festival Visões da Periferia, que começou ontem, com a estreia nacional, do longa- metragem, Funk Brasil – Cinco Visões do Batidão, composto por cinco episódios dirigidos por Luciano Vidigal, Marcelo Gularte, Júlio Pecly, Paulo Silva, Rodrigo Felha, Cristian Caselli e Cavi Borges. Em um dos episódios é narrada a história do funk sua dança, som, e arte de defesa dos direitos dos moradores das periferias carioca.

O festival vai até o dia 23 desse mês quando serão exibidos 96 filmes independentes entre produções de cinco minutos nos cines-clubes, sala de projeção e internet, sendo que 15 desses filmes são da Mostra Tudojuntoemisturado, 81 serão exibidos em 17 locais diferentes entre eles, cidades do interior.

O festival também exibirá produções do Mostra Colômbia com temáticas da periferia desse país sul-americano. A delegação dos colombianos é composta de 18 produtores de audiovisual da cidade de Medellín.

Durante o festival serão produzidas oficinas de som, imagens e animação. Além de debates sobre os temas pertinentes aos funk e vida nas periferias. Também ocorrerá o III Deseducando o Olhar – Seminário de Educação em Audiovisual que congregará realizadores, pesquisadores e representantes do governo que farão uma reflexão sobre a importância da multiplicidade de olhares no audiovisual e a propagação de ideias.

“O funk, como uma legitima expressão da cultura periférica, sofreu muito preconceito ao longo dos anos e hoje é patrimônio cultural da cidade do Rio de Janeiro. Ele rompeu barreiras sociais, é produzido no Brasil inteiro e pode ser ouvido até na novela das oito. Nada mais justo do que valorizar esse movimento de resistência, que representa a legítima cultura da periferia”, se posicionou Márcio Blanco.

Não esquecer! A entrada é grátis!

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