EM 1955, UM VEREADOR EXPÔS ALGUNS LIVROS NA FRENTE DA CÂMARA. NASCIA A 1º FEIRA DO LIVRO ITINERANTE NO RIO QUE HOJE COMPLETA 60 ANOS

973926-01092015-_dsc4684Na década de 70, no período brabo da ditadura civil-militar, o Grupo de Teatro Universitário do Amazonas (Gruta), envolvido com o movimento Teatro de Encontro ao Povo, criou o slogan: Se Você Não Vai ao Teatro o Teatro Vai ao Seu Encontro. Era a práxis politica-estética do Gruta. Teatro nas praças, nas ruas, nas igrejas, nos centros sociais, lá onde o povo se encontra e constrói seu espaço.

Pois é nessa similitude que a Feira do Livro Itinerante do Rio de Janeiro, que hoje completa 60 anos, se autoproduz. E quem diria. Nasceu no momento em que um vereador, no ano de 1955, decidiu expor alguns livros na frente da Câmara Municipal e, em 1957, a Associação Brasileira do Livro (ABL) assumiu sua organização. Iniciada na Cinelândia, agora a feira se expressa em várias praças do Rio com uma oferta de livros com temas múltiplos.

Como é itinerante, a Feira do Livro, que no momento encontra-se situada no Largo da Carioca, e vai aí ficará até o dia 30 de setembro, logo em seguida se deslocar para a Ilha do Governador e também se apresentará na Bienal do Livro, no Rio Centro, entre os dias 4 e 6.

“O grande diferencial dessa feira para as livrarias já estabelecidas é o preço, porque a ideia é facilitar o acesso ao livro, ao conhecimento. A feira é acompanhada de uma série de intervenções artísticas e culturais, com performance teatral, música e sarau. Vários escritores participam de um café da manhã. Entre eles Conceição Evaristo, que fará uma tarde de autógrafo.

Também este ano, a ABL inaugurou o formato de Bienal Cultural, com evento de 20 dias na Rocinha em agosto, com saraus, performances de atores e lançamento de novos autores. As comunidades do Alemão e da Maré, também devem receber o evento este ano, ainda sem data programada.

A gente tem uma agenda no Estado. Tem a Flim de Marica, que é um projeto da ABL. Em alguns municípios, conseguimos criar uma estrutura e fazer com que esse evento faça parte do calendário cultural. Temos feito um circuito em algumas cidades”, observou Sérgio Lupper, produtor cultural da ABL.   

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