ANCINE E MINISTÉRIO DA CULTURA DIVULGAM OS NOMES DOS CONTEMPLADOS DA PRIMEIRA CHAMADA PÚBLICA PARA PRODUÇÃO DE CONTEÚDO REGIONAL E INDEPENDENTE

974125-02092015-dsc_8079A grana é de R$ 60 milhões, de recursos do Fundo Setorial de Audiovisual para a produção de conteúdo regional e independente destinado às emissoras de televisão pública: educativa e cultural. E foi exatamente essa grana que a Agência Nacional do Cinema (Ancine) e o Ministério da Cultura comprometeram ao divulgar os nomes dos contemplados na primeira chamada pública.

Essas produções cinematográficas corresponderão a 250 horas de programação para o público infantil, jovem e adulto até o ano de 2016 resultando em 94 obras selecionadas que serão apresentadas em 200 canais de televisão e a TV Brasil, nas cinco regiões do Brasil. O canal cuja rede de programação é o que melhor respeita os sentidos e a cognição do público.

Participaram mais 133 emissoras e nos editais foram escritos mais de 700 projetos. Para o público infantil foi contemplada a Mandra Filmes, de Goiânia, com dois projetos para o público infantil, Júlio e Verne, Irmãos Geniais e Muralzinho. O filme conta a história de Júlio e Verne em 13 episódios narrando com os irmãos auxiliam outras crianças como a irmãzinha a largar a chupeta e um amiguinho que tem medo de dormir fora de casa. De acordo com a roteirista, Kelly Alves, o edital pedia um filme que auxiliasse a criança a amadurecer. A Mandra Filmes vai abiscoitar uns R$ 1,2 milhão para a produção.

“Hoje, a própria facilidade de acesso a conteúdo digital faz com que criança e jovens leiam menos. Nós trazemos a história de Júlio Verne como pano de fundo, mas não contamos o que traz o livro. Então, isso instiga a criança a saber mais sobre A Viagem ao Centro da Terra ou Vinte Mil Léguas Submarina e tantas outras obras que Júlio Verne deixou para a humanidade.

Isso desenvolve, promove o intercâmbio, aquisição de tecnologia, a busca por conhecimento, a melhoria profissional e técnicas das equipes. Essa descentralização que o edital promoveu e fundamental porque o Brasil é rico, é plural, existem excelentes técnicos e artistas que tiveram oportunidade de participar e ter seu produto na TV”, disse Kelly Alves.

A Produtora Forest de Comunicação, de Cuiabá, que gravará cinco episódios na cidade paraense de Alter do Chão, abiscoitou R$ 650 para ser exibidos aos adultos. Os episódios narram a história da condição de escravidão que vivem cinco pessoas que buscaram a cidade ficcional Nova Esperança.

“A Forest trabalha há quatro anos com pauta socioambiental e já produzimos muito materiais sobre trabalho escravo. É um assunto que já temos familiaridade e resolvemos partir para o desfio de transformar as histórias reais em ficção. A intensão é fazer uma reflexão sobre o trabalho escravo para que as pessoas reflitam sobre o próprio consumo, que, às vezes, fomentam esse tipo de atividade ilegal”, comentou o roteirista Thiago Foresti.

Para Manoel Rangel, diretor-presidente da Ancine, os múltiplos sotaques e olhares da cultura brasileira proporcionarão à televisão brasileira um importante fortalecimento.

“A televisão brasileira sai fortalecida desse processo porque teremos os diversos olhares, sotaques e a cultura brasileira em toda sua força. Para essa diversidade vir à tona, nós teremos a possibilidade de entregar à sociedade uma programação de qualidade dialogando com os diversos aspectos da realidade do país”, concebeu Manoel.

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